Presidente do TJ-RJ diz que juíza assassinada tinha escolta particular

Segundo ele, Patrícia Acioli preferia a segurança de PMs do batalhão de São Gonçalo, unidade em que ela abriu vários processos

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, disse nesta segunda-feira (15) que a juíza Patrícia Lourival Acioli , assassinada na noite da última quinta-feira (12), possuía escolta particular, diferentemente do que afirma a família da vítima.

Segundo o desembargador, Patrícia preferia contar com a segurança de PMs do batalhão de São Gonçalo (7º BPM) do que uma escolta do TJ-RJ. Curiosamente, vários policiais desta unidade respondiam processos abertos pela própria juíza.

Manoel Alberto afirmou ainda que um ex-corregedor de Justiça lhe contou ter encontrado com Patrícia em um shopping em Niterói e notou a presença de seguranças junto à ela.

O desembargador reiterou que Patrícia Acioli nao fez nenhum pedido de escolta oficial ao tribunal. Para ele, isso pode ter sido motivado por uma opção dela de não perder a privaciddade. "Ela preferiu ela mesma cuidar da segurança", disse Manoel Alberto.

Força tarefa

O TJ-RJ já escolheu três juízes que integrarão uma força tarefa que vai atuar na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo. São eles: Fabio Uchôa Pinto de Miranda Montenegro, Alexandre Oliveira Camacho de França e Cláudia Márcia Vidal.

O desembargador afirmou que esses juízes terão à sua disposição uma escolta do TJ-RJ. Manoel Alberto afirmou que, após o assassinato de Patrícia, nenhum magistrado solicitou segurança ao órgão. Ele disse, no entanto, que o tribunal já comprou seis carros blindados que serão colocados à disposição dosmagistrados e pretende alugar outros cinco.

Disse também que vai pedir isenção de ICMS para que os juízes possam comprar veículos com blindagem. Afirmou ainda que, se for necessário, pedirá ao governador Sérgio Cabral que sejam disponibilizados mais policiais para atuarem na segurança institucional do TJ.

“No momento, o quantitativo é suficiente, mas se for preciso, pedirei ao governador reforço”, afirmou.

Assista ao vídeo sobre o assassinato da juíza:

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Juíza assassinada levou 21 tiros

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