Prefeitura do Rio vai pagar R$ 4,2 milhões pela vistoria de bueiros

Objetivo é evitar novas explosões na cidade; conta poderá ser repassada para concessionárias Light e CEG

Flávia Salme, iG Rio de Janeiro |

Divulgação/ Fábio Maia
Cariocas protestom com ironia contra as explosões de bueiros na capital
A Prefeitura do Rio formalizou nesta sexta-feira (5) contrato em caráter emergencial com a empresa que irá vistoriar 10 mil bueiros por mês na cidade, na tentativa de evitar o risco de novas explosões . O custo total da vistoria é de R$ 4,242 milhões e o trabalho deverá ser feito em até seis meses, prazo de validade do contrato.

Desde o início do ano o Rio de Janeiro tem sofrido com diversos acidentes que deixam pedestres feridos e assustados. Somente nos meses de junho e julho pelo menos 10 explosões foram registradas no Centro e nas zonas norte e sul da capital. Do total de quatro mil câmaras subterrâneas da Light, por exemplo, o Ministério Público do Rio afirma que pelo menos 1.170 oferecem grandes riscos de explodir, por estarem em situação crítica .

Inicialmente, a Prefeitura vai pagar a conta. Porém, a Secretaria de Conservação e Serviços Públicos, responsável pelo contrato, informou por meio da assessoria de imprensa que não descarta a possibilidade de repassar a fatura para as concessionárias Light (energia) e CEG (gás).

As duas empresas são apontadas pelo Ministério Público do Estado como as responsáveis pelo problema .

A empresa que realizará o serviço é a Concremat. O contrato, segundo a Secretaria de Conservação, resultou do acordo de cooperação entre a Prefeitura do Rio, governo do Estado, Ministério Público e Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), após as explosões.

Vistorias começam na próxima quinta-feira

No total serão 12 equipes responsáveis pelo monitoramento das galerias subterrâneas . Os funcionários trabalharão em dois turnos, diurno e noturno. Para monitorar os riscos, os técnicos usarão detectores de gás (explosímetros).

Os equipamentos, segundo a Prefeitura, fazem uma leitura direta para verificar a presença de gases inflamáveis e explosivos. Um termovisor será usado para verificar se a temperatura das caixas e câmaras estão acima do recomendado, no caso das instalações elétricas.

O trabalho começa na próxima quinta-feira (11) em Caixas de Inspeção (CI) e Câmaras Transformadoras (CT). "Nos casos onde as inspeções comprovarem a presença de gases na faixa de risco de explosão, a empresa deverá informar imediatamente o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, as empresas concessionárias e respectivas agências reguladoras, o Crea-RJ e o Ministério Público", informou a Secretaria de Conservação por e-mail.

No primeiro momento, a vistoria irá priorizar as áreas com maior risco de ocorrência, nos bairros do Centro, de Botafogo, Copacabana, Flamengo, Laranjeiras e Tijuca.

Ao fim de cada semana um relatório será entregue à Prefeitura sobre as condições encontradas nos bueiros. Porém, os casos de anormalidade deverão ser comunicados imediatamente após serem identificados.

“A Prefeitura do Rio agirá de maneira proativa com o objetivo de proteger a população e o patrimônio público de riscos de explosões em bueiros. Além disso, exigimos das concessionárias e de suas agências reguladoras providências urgentes para solucionar essa questão em definitivo”, afirmou o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osorio em nota encaminhada por sua assessoria de imprensa.


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