Por receio de novos confrontos, escolas na Maré fecham e 11.800 ficam sem aula

Bandidos de três comunidades invadiram o complexo na noite de ontem. Três pessoas foram baleadas e uma morreu

iG Rio de Janeiro |

Por causa do temor de novos tiroteios no Complexo de Favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, nove escolas e sete creches localizadas na região não estão funcionando nesta quinta-feira (5). Com isso, cerca de 11.800 estudantes ficaram sem aulas, segundo informações da Secretaria Municipal de Educação.

Na noite de ontem, traficantes do Complexo de Favelas do Caju, na zona portuária, tentaram invadir a comunidade Vila do João, na Maré. A ação resultou em intenso tiroteio e quatro pessoas ficaram feridas, entre elas um PM.

Um dos feridos, Josemílton Trindade, aluno do Ciep Ministro Gustavo Capanema, não resistiu aos ferimentos, e morreu. Ele estava dentro da escola quando foi atingido por uma bala perdida.

Segundo o comandante do batalhão da Maré (22º BPM), tenente-coronel Gláucio Moreira, os traficantes do Complexo do Caju contaram com o apoio de bandidos do morro da Pedreira, em Costa Barros, e do Dezoito, em Água Santa, ambos na zona norte, para invadir a Vila do João.

De acordo com ele, a ação contou com cerca de 30 criminosos que estavam em vários carros e vieram pela avenida Brasil. Três carros usados na ação, uma Sprinter, um BMW e um Renault, foram apreendidos.

O comandante disse que os invasores não conseguiram se estabelecer na favela. Segundo ele, cerca de 60 PMs do 22º BPM, Bope (Batalhão de Operações Especiais) e do BPChoque ocupam as favelas da Maré para evitar novos confrontos.

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