Policiamento é reforçado em favela pacificada após ataque à sede de UPP

Confronto teve início depois da prisão de dois homens que portavam drogas

iG Rio de Janeiro |

Pablo Jacob / Agência O Globo
Policiais militares realizam buscas no Morro do Fallet após ataque à sede da UPP da favela
O policiamento está reforçado nesta sexta-feira (4) no Morro do Fallet, no Rio Comprido, zona norte do Rio de Janeiro, depois do tiroteio ocorrido na comunidade no final da noite de ontem. O confronto entre policiais militares e traficantes teve início após a prisão de dois suspeitos. Os morros do Fallet, da Coroa e do Fogueteiro possuem uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde fevereiro deste ano.

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De acordo com a PM, Fábio Fernandes, de 29 anos, e Rafael da Cunha Eliezer, de 18, foram presos por volta das 22h após serem flagrados com 184 papelotes de cocaína, 111 trouxinhas de maconha, 142 pedras de crack e sete compridos de ecstasy. Os dois suspeitos estavam em uma moto no alto do morro.

Quando os policiais desciam a comunidade com os presos, bandidos efetuaram disparos de uma laje em direção à sede da UPP. Pelo menos 30 tiros foram feitos. PMs que estavam na base revidaram o ataque, iniciando o confronto que durou aproximadamente dez minutos. Ninguém ficou ferido.

Policiais militares com apoio de soldados do Batalhão de Operações Policiais Especiais e do Batalhão de Choque realizaram buscas no Morro do Fallet durante a madrugada, mas nada foi encontrado. A UPP dos morros da Coroa e Fallet / Fogueteiro está localizada entre os bairros do Rio Comprido, Catumbi e Santa Teresa e conta com um efetivo de 206 soldados.

Histórico de crises

Em setembro deste ano, foram afastados de seus postos o ex-comandante e o subcomandante dessa UPP. A medida foi tomada após a instauração de um inquérito para investigar um suposto esquema de pagamento de propina por traficantes aos policiais da unidade dos morros da Coroa e Fallet / Fogueteiro.

O esquema abasteceria os agentes com valores que variam de R$ 400 a R$ 2 mil e no mês totalizam mais de R$ 53 mil. As quantias seriam enviadas em envelopes nominais e variavam de acordo com a patente e a importância do soldado no policiamento. Com os valores pagos, as ações de fiscalização na UPP não seriam feitas. Os agentes também não fariam repressão ao comércio ilegal de drogas nessas comunidades ocupadas.

Ainda em setembro, um PM lotado nessa UPP ficou tetraplégico após ser baleado na coluna em um tiroteio com traficantes no Morro do Fallet. No mesmo mês, três agentes da unidade pacificadora foram presos portando cerca de R$ 13 mil . Os agentes estavam em um carro e não souberam explicar a procedência do dinheiro, separado em envelopes.

Em junho, outros três policiais dessa UPP sofreram um ataque de traficantes do Morro da Coroa com o arremesso de uma granada. O artefato explodiu e um dos soldados teve uma perna amputada . Os agentes estavam investigando uma denúncia sobre venda de drogas. O ataque teria sido uma represália a esses policiais porque eles não participavam do esquema de propina estabelecido no local.

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