Policial militar diz que era o alvo de tiro que matou cinegrafista da Band

"O tiro que pegou o Gelson era para mim", relata soldado do Batalhão de Choque

AE |

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Fernando Quevedo / Agência O Globo
Cinegrafista da Band (de azul, atrás dos policiais) estava seguindo PM quando foi baleado
O cabo Gomes, do Batalhão de Choque da Polícia Militar, que participou da ação neste domingo (6) na favela do Antares, em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro, disse que ele era o alvo do tiro que matou o cinegrafista da TV Bandeirantes Gelson Domingos da Silva , de 46 anos. Muito abalado, ele afirmou: "O tiro que pegou o Gelson era para mim".

Leia também: Sindicato dos Jornalistas responsabiliza Band pela morte de cinegrafista

O tiroteio começou cedo, por volta das 6h, quando oito policiais, acompanhados de jornalistas, foram recebidos a tiros. Em determinado momento, o grupo se separou. A maioria ficou protegida por um muro. O cabo Gomes atravessou a rua e foi seguido por Gelson, protegidos por uma árvore. Os traficantes dispararam dois tiros de fuzil. O primeiro acertou a árvore e o segundo, o cinegrafista no tórax.

Segundo testemunhas, o atendimento a Gelson demorou cerca de 20 minutos, já que o tiroteio continuou com intensidade mesmo depois de o cinegrafista ter sido socorrido. Além de Gelson, morreram outras quatro pessoas que a PM informa serem traficantes. A Polícia Civil quer analisar as filmagens de Gelson para ver se o grupo de quatro pessoas que ele filmara e que posteriormente fez os disparos é o mesmo que foi morto em seguida.

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