Policial e agentes penitenciários são suspeitos de desviar fuzis para o tráfico

Agente, dois inspetores e um bombeiro foram denunciados por desviar três armas da Polícia Civil e negociá-las com traficantes

iG Rio de Janeiro |

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro denunciou sete pessoas envolvidas no desvio de três fuzis e munições de propriedade da Polícia Civil. Entre os denunciados estão um policial civil, um soldado do Corpo de Bombeiros, um agente e um inspetor penitenciário, além de outros três homens. As armas foram vendidas a traficantes de drogas do morro do Adeus, em Bonsucesso, na zona norte.

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Todos tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça na última quarta-feira (30). Eles vão responder pelos crimes de peculato e compra e venda ilegais de arma de fogo de uso restrito.

De acordo com a denúncia, a subtração dos fuzis ocorreu na noite do dia 3 de abril de 2010, no posto da Polícia Técnica localizado na Estrada do Mendanha, no bairro de Campo Grande, na zona oeste.

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O policial civil Jackson Bispo dos Santos Júnior, então lotado na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), desviou dois fuzis da marca Imbel, calibre 762x51 mm, com dois carregadores de 30 munições e um fuzil da marca Reising, calibre .45, com um carregador, pertencentes à Polícia Civil do Estado. O policial foi preso ontem (5).

Ainda segundo a denúncia, o armamento foi colocado no porta-malas da viatura placa LNF-4303 da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, utilizada pelo policial civil Jackson, e por ele deixada no interior do Posto de Polícia Técnica de Campo Grande, distante de sua base original.

Em seguida, o agente penitenciário William Silva da Silva, avisado via telefone por Jackson, foi ao local, acompanhado do soldado bombeiro militar Luiz Henrique Dias de Mello e de Wellington de Paula Santos Rodrigues, vulgo “Anton” ou “Antoni”, e subtraiu os fuzis, como previamente combinado com o policial civil.

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A partir da análise de dados telefônicos obtidos com autorização da Justiça e por meio da confissão de um dos envolvidos, foi apurado que, entre os dias 6 e 9 de abril daquele ano, Jackson, William, Luiz Henrique e Wellington, juntamente com o inspetor Fábio Marques dos Santos (irmão de Jackson), venderam, sem autorização, os fuzis Imbel e seus carregadores ao denunciado José Damasceno Ferreira, no Morro do Adeus, em Bonsucesso, na zona norte.

Dias depois, os cinco últimos venderam o fuzil Reising e seu carregador para o último denunciado, Marcelo Oliveira dos Santos, na mesma localidade. Todos os fuzis foram negociados, depois, para traficantes de entorpecentes do Adeus.

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