Polícia vai reconstituir morte de empresário enforcado em motel

Policiais tentam conseguir prorrogação de prisão de suposta amante da vítima, que confessou ter estrangulado o empresário

iG Rio de Janeiro |

Pablo Jacob/Agência O Globo
Verônica Verone está presa em uma penitenciária na zona oeste da capital
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deverá realizar nos próximos dias uma reconstituição da morte do empresário Fábio Gabriel Rodrigues, de 33 anos, ocorrida no último sábado (14), em um motel na cidade de Niterói, na região metropolitana.

A principal suspeita do crime, a jovem Verônica Verone Paiva, de 18 anos, que seria suposta amante do empresário, está presa na penitenciária Bangu 7, na zona oeste.

Ela confessou ter enforcado Fábio com um cinto sob alegação de que ele teria tentado estuprá-la . A polícia está tentando reunir elementos para pedir a prorrogação da prisão temporária dela, que vencerá na sexta-feira (20).

A expectativa da polícia é que a reprodução simulada do crime seja realizada no próximo sábado (21). A jovem foi indiciada pelos crimes de homicídio com motivo torpe e ocultação de cadáver.

Hoje, prestou depoimento na delegacia de Icaraí (77ª DP), a mãe de Verônica. Ela chegou ao local escondendo o rosto. A polícia ainda não revelou o que ela disse.

Ontem, a Polícia Civil informou que, em depoimentos, a ex-mulher e um amigo de Fábio contaram que Verônica esteve grávida do empresário mas não disseram o que aconteceu depois.

A polícia ainda apura se Verônica agiu em legítima defesa. Em um outro depoimento, a jovem chegou a dizer que matou Fábio em um acesso de raiva.

É investigada também a participação de uma outra pessoa na morte. Verônica disse ter arrastado o corpo da vítima até a garagem mas os policiais desconfiam porque Fábio tinha 1,90 m de altura e pesava cerca de 100 kg e a jovem não teria condições de carregá-lo.

Outra desconfiança da polícia sobre a versão da legítima defesa apresentada pela jovem são os relatos de parentes da vítima de que Verônica teria feito ameaças ao empresário dizendo que se "ele não fosse dela, não seria de mais ninguém".

A polícia ainda aguarda o laudo do IML (Instituto Médico Legal) para confirmar a causa da morte do empresário. Existe a suspeita de que ele possa ter morrido por envenenamento.

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