Análise do GPS de viaturas usadas por PMs investigados não indicou que carros oficiais estiveram no local onde corpo foi achado

Polícia confirmou ontem a morte de Juan Moraes, de 11 anos, que estava desaparecido desde o dia 20
Futura Press
Polícia confirmou ontem a morte de Juan Moraes, de 11 anos, que estava desaparecido desde o dia 20
A Polícia Civil do Rio de Janeiro suspeita que um carro particular tenha sido usado para desovar o corpo do menino Juan Moraes, de 11 anos, no rio Botas, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

A morte do garoto foi confirmada ontem (6) quando a polícia informou que o corpo achado no rio Botas na semana passada é mesmo de Juan. Anteriormente, peritos afirmaram que o cadáver seria de uma menina.

Juan sumiu no dia 20 de junho após ter sido supostamente baleado em um confronto entre policiais militares e traficantes na favela Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Quatro PMs que participaram do tiroteio foram afastados do batalhão de Mesquita (20º BPM) e são investigados pela morte do garoto.

A suspeita do uso de carro particular surgiu a partir da análise do GPS de quatro viaturas da Polícia Militar que circulavam pela Danon no dia do desaparecimento. O exame não indicou que os carros oficiais estiveram na local onde o corpo foi encontrado.

Uma perícia feita nas mesmas viaturas que tiveram o GPS analisado encontrou manchas de sangue. O material foi coletado para exame mas o resultado ainda não foi divulgado. A causa da morte de Juan também não foi revelada.

O corpo do menino será enterrado amanhã, às 9h, no cemitério Jardim da Saudade, em Édson Passos, cidade de Mesquita. Às 10h, será feita a reconstituição do crime.

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