Polícia procura pistas do tiro que atingiu rapaz após Parada Gay

Jovem disse que um militar do Exército, com farda azul, fez o disparo. Exército nega que use farda com essa cor na região

iG Rio de Janeiro |

AE/TASSO MARCELO
Jovem baleado após Parada Gay no Rio abraça a mãe
Policiais da delegacia do Leblon (14º DP) estiveram até agora há pouco no parque Garota de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, onde um jovem de 19 anos foi baleado na madrugada da última segunda-feira (15).

Os investigadores buscaram pistas sobre o disparo que atingiu Douglas I. M; que namorava com um rapaz no parque após participar da 15ª Parada Gay do Rio de Janeiro, na orla de Copacabana.

A agressão teria sido motivada por homofobia - justamente o tema principal de combate da 15° Parada Gay do Rio.

O estudante recebeu alta no início da tarde desta segunda-feira. Ele estava internado no hospital Municipal Miguel Couto, na zona sul do Rio.

Para a polícia, Douglas afirmou que foi baleado por um militar do exército, que usava uma farda de fundo azul.  Ele identificou o fardamento através do site do Exército.

O delegado responsável pelo caso, Fernando Veloso, disse que o Exército informou que os militares lotados no Forte de Copacabana utilizem esse tipo de farda.

Os investigadores não descartam a possibilidade da farda ser de outra força militar, como a usada pela Polícia Militar ou até mesmo, de um grupo fantasiado que fora ao local.

Em nota, o Comando Militar do Leste negou que algum militar da força tenha feito o disparo. "Não foi registrado nenhum disparo de arma de fogo por militares de serviço no Forte de Copacabana, na data de ontem;a área onde houve a ocorrência não é área sob a adminstração do Forte de Copacabana; não existe nenhum tipo de patrulha externa realizada por militares de serviço no Forte de Copacabana, fora da área militar".

Na manhã da próxima quinta-feira (18), o oficial do Exército responsável pelo patrulhamento na área irá  depor na delegacia do Leblon (14°DP) sobre o caso.

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