Polícia prende quadrilha que fazia escutas telefônicas para descobrir traições

Para realizar a atividade ilegal, grampos eram instalados em postes nas ruas. Um dos presos é um policial civil

iG Rio de Janeiro |

Agentes da Corregedoria Interna da Polícia Civil prenderam na manhã desta segunda-feira (11) quatro integrantes de uma quadrilha acusada de fazer escutas telefônicas ilegais.

Segundo a polícia, os suspeitos usavam as escutas para investigar empresas e descobrir traições entre casais. Um dos presos é um policial civil. Todos já foram denunciados pelo MInistério Público Estadual.

A ação foi realizada no centro do Rio, em Copacabana, na zona sul, e no município de Nilópolis, na Baixada Fluminense. Além dos quatro presos, sendo três homens e uma mulher, os policiais civis também cumpriram sete mandados de busca e apreensão.

Em um escritório da quadrilha no centro do Rio foram apreendidos gravadores, computadores, CDs, celulares e contratos. De acordo com a polícia, os suspeitos chegavam a cobrar até R$ 2 mil dos clientes para realizar escutas por 15 dias. Os serviços de gravações telefônicas e gravações sigilosas eram oferecidos pelos sites www.gecidetetives.com.br e www.jbminvestigacao.com.br.

As investigações apontam que para fazer os grampos o grupo contratava um técnico em telefonia. Ele montava o equipamento necessário para a atividade ilegal em postes nas ruas. Os agentes chegaram até o grupo após prender seis meses atrás um homem que fazia uma ligação clandestina deste tipo no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio. Na ocasião, ele instalava um gravador em um poste.

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