Polícia prende quadrilha fornecedora de armas para a Rocinha

Investigações apontam que grupo entregava em média, a cada 20 dias, oito fuzis

Bruna Fantti e Daniel Gonçalves, especial para o iG |

Daniel Gonçalves, especial para o IG
Os quatro detidos são suspeitos de tráfico de armas, munições e drogas

Quatro homens responsáveis pelo fornecimento de armas para a favela da Rocinha, na zona sul do Rio, foram apresentados nesta segunda-feira pela Polícia Civil. De acordo com a corporação, a quadrilha entregava em média, a cada 20 dias, oito fuzis e mais de 10 mil munições para o bando de Nem, chefe do tráfico na Rocinha.

Anotações apreendidas pelos policiais mostram que, em um dos carregamentos, cada fuzil custava R$ 55 mil, totalizando assim R$ 440 mil. Segundo as investigações, Nem avaliava todas as negociações das armas – compradas no Paraguai.

O chefe da Polícia Civil do Rio, Alan Turnowski, informou que o grupo fornecedor utilizava rotas alternativas para transportar o armamento. “Geralmente eles usam veículos médios, na BR-277 e na BR-116. Depois de chegar à Rocinha essas armas são distribuídas para outras favelas”.

Quadrilha

Parte do bando apresentado nesta segunda-feira foi detida no Paraná. Antônio Ezequias, conhecido como Gordo, e Luiz Cláudio de C. Rodrigues, o Coroa, seriam fornecedores do material, e Carlos Vinicius B. dos Santos, o Cafu, suposto intermediador das negociações.

Ricardo Pereira Terra de Andrade, o Robocop, foi o primeiro investigado e detido em Botafogo, na zona sul do Rio. Os quatro presos foram monitorados por grampos telefônicos.

Segundo a Polícia, Gordo e Coroa são de quadrilhas diferentes de fornecedores. O primeiro negociava com Cafu. O segundo, com uma mulher identificada como Rúbia Maria Soares, conhecida como Coração, que é considerada foragida da Justiça. Cafu e Rúbia obedecem às ordens de Abelardo, o Bel, que também é procurado pela polícia por ser considerado um dos braços direitos de Nem.

Turnowski disse que as prisões realizadas foram "um duro golpe" na organização comandada por Nem. “Evitamos a entrada de centenas de armas e munições no Rio. Toda vez que um traficante é preso, o preço das armas no mercado negro aumenta”.

O chefe da Polícia Civil afirmou que a única solução para acabar com a criminalidade na Rocinha é a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na favela.

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