Polícia prende cinco suspeitos em ação para desarticular milícia

Grupo paramilitar é um dos mais perigosos da cidade, segundo a polícia

iG Rio de Janeiro |

Pablo Jacob / Agência O Globo
Um dos presos na operação contra a milícia "Liga da Justiça" é levado para a Acadepol
Cinco  pessoas foram presas na operação que a Polícia Civil realiza desde o final da madrugada desta quinta-feira (1) para desarticular uma milícia que atua em bairros da zona oeste do Rio de Janeiro. No total, foram expedidos 18 mandados de prisão preventiva. Inicialmente, foi divulgado que haviam nove presos, mas quatro deles já estavam na cadeia antes do início da ação.

Os 150 policiais envolvidos na operação também buscam cumprir 33 mandados de busca e apreensão. Os agentes já apreenderam um veículo Eco Sport , uma pistola calibre 380, R$ 45 mil em espécie, cheques, uma máquina de contar cédulas e documentos relativos a máquinas caça-níqueis e ao serviço de segurança clandestina.

De acordo com a Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado (Draco), a milícia conhecida como “Liga da Justiça” é uma das perigosas do Rio. Seus criadores foram os ex-parlamentares e irmãos Natalino e Jerônimo Guimarães, já presos.

Segundo a polícia, a milícia tem como fonte de renda o domínio sobre transporte alternativo de passageiros (vans e mototáxis), exploração de jogos de azar por meio de máquinas caça-níqueis, monopólio da venda de botijões de gás e água a preços superfaturados, cobrança de taxas de segurança e redistribuição ilícita de sinais de transmissão de canais de televisão e internet.

O grupo paramilitar atua principalmente nas localidades de Campo Grande, Cosmos, Inhoaíba, Santíssimo, Paciência e Sepetiba. De acordo com a Draco, para impor a dominação territorial e econômica os milicianos se utilizam da violência e imposição do medo e do terror. Entre os delitos praticados por eles estão homicídios, extorsões, ameaças, posse e porte ilegal de armas.

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