Polícia prende 30 em operação contra fraudes em exames no Detran-RJ

Candidatos pagavam de R$ 800 a R$ 4 mil para serem aprovados no teste de habilitação

iG Rio de Janeiro |

Policiais civis realizaram nesta sexta-feira (21) uma operação em todo o Estado do Rio de Janeiro para desarticular uma quadrilha suspeita de cometer fraudes nos exames do Detran para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Trinta pessoas foram presas.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações tiveram início em 2009, a partir de irregularidades constatadas pela corregedoria do Detran. No esquema, os suspeitos cobravam de R$ 800 a R$ 4 mil para aprovar candidatos no exame de habilitação.

Os valores cobrados dependiam do nível de exigência para a obtenção da CNH. Ao candidato totalmente incapaz, era cobrada uma quantia mais elevada, enquanto os que simplesmente queriam conseguir os documentos sem se submeter aos exames obrigatórios, pagavam menos. Aproximadamente 200 pessoas se beneficiavam por mês da fraude, gerando um lucro anual estimado em R$ 10 milhões.

O titular da Delegacia de Defraudações da Polícia Civil Gabriel Ferrando, disse que as fraudes foram identificadas em todas as fases de obtenção da CNH, até mesmo na captação da impressão digital. Os suspeitos utilizavam moldes de silicone para se passar pelo candidato.

Ao todo, foram expedidos 42 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão. Segundo a polícia, 21 auto-escolas estão envolvidas na fraude. As buscas também acontecem em algumas dependências do Detran-RJ, onde trabalhavam funcionários e prestadores de serviços envolvidos no esquema.

Os agentes apreenderam documentos, CPUs, celulares, anotações e cheques que serão usados para identificar as pessoas que adquiriram a CNH de maneira ilegal. Elas vão perder as carteiras e responderão criminalmente. A ação desta sexta-feira contou com a participação de 200 policiais civis de 48 delegacias, agentes da corregedoria do Detran, do Ministério Público e da Corregedoria Geral Unificada (CGU).

O corregedor do Detran, David Anthony, afirmou que os funcionários do órgão envolvidos no esquema perderão suas carteiras e responderão criminalmente.

Os presos responderão pelos crimes de formação de quadrilha, falsificação de documento público, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva e inserção de dados falsos no sistema de informações.

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