Polícia pede prisão preventiva de PMs envolvidos no caso Juan

Suspeitos já estão presos temporariamente

AE |

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro pediu à Justiça na última segunda-feira (12) a prisão preventiva dos quatro policiais militares suspeitos de envolvimento na morte do menino Juan Moraes, de 11 anos.

Como o processo corre em segredo de Justiça, a assessoria do Tribunal de Justiça não soube informar se as prisões foram decretadas.

Os sargentos Isaías Souza do Carmo e Ubirani Soares, e os cabos Rubens da Silva e Edilberto Barros do Nascimento já estão presos temporariamente. No final de agosto, a Justiça do Rio prorrogou por mais 30 dias as prisões temporárias.

Juan Moraes desapareceu na comunidade Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no dia 20 de junho, durante uma operação da PM. Na ocasião, uma pessoa morreu e duas foram baleadas. O caso foi registrado na delegacia como auto de resistência (morte em confronto).

O sumiço de Juan começou a ser investigado depois que seu irmão, que foi baleado na ação, disse ter visto o menino caído e baleado no chão

Dias depois o desaparecimento do menino, uma ossada foi encontrada a 2 km do local do crime, mas a perícia atestou que os restos mortais eram de uma menina. Outro exame foi feito e foi constatado que o corpo era realmente de Juan.

O inquérito da polícia concluiu que não houve confronto e que os tiros que atingiram o garoto partiram de fuzis usados pelos PMs. Os policiais, segundo as investigações, ainda são acusados de não terem apresentado um dos fuzis usados no dia em que Juan desapareceu.

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