Polícia irá analisar emails e conversas de bate-papo de atirador

Justiça determinou quebra do sigilo eletrônico de Wellington Oliveira, homem que matou 12 crianças em Realengo

Bruna Fantti, iG Rio de Janeiro |

Agência OGlobo
Foto do perfil de Wellington na internet
A delegada Helen Sardenberg, titular da Delegacia de Combate aos Crimes de Informática, deve receber nesta terça-feira (12) os emails que Wellington Oliveira, autor do massacre em escola de Realengo, na zona oeste do Rio, trocava com seus contatos. 

No mesmo dia do ataque, os policiais conseguiram na Justiça uma liminar que determinava a quebra do sigilo eletrônico junto à empresa Microsoft.  

Caso Oliveira tenha salvo conversas do programa de mensagens instântaneas disponibilizado pela empresa, o MSN,  esses diálogos também serão analisados.

A polícia sabe, até o momento, que nos contatos do seu MSN, o atirador se apresentava como "Wellington Treze", tinha seis pessoas na sua lista de amigos e aparecia na sua foto do perfil com uma barba comprida e olhando fixamente para a tela.

De acordo com a delegada Helen, todas as pistas serão analisadas. "Dependendo do teor das conversas, vamos chamar essas pessoas que mantinham contato com ele para depor. A intenção é saber se ele teve incentivo de alguém ou alguma uma coautoria", afirmou ao iG .

No entanto, a polícia acredita que a análise servirá para descartar completamente a participação de outras pessoas no crime. "A hipótese mais provável é que ele tenha agido sozinho", completou a delegada.

Perfil psicológico

Policias da Divisão de Homicídios encaminharam duas cartas e alguns manuscritos deixados por Oliveira a um psicólogo forense do IML (Instituto Médico Legal). O objetivo é montar um perfil do atirador e confirmar, ou não, se Wellington sofria de algum transtorno mental.

Os manuscritos encontrados pela polícia na casa do atirador em Sepetiba, zona oeste do Rio, mostram a admiração dele pela religião islâmica e por atos terroristas. Ele cita um suposto grupo que teria ligações com uma rede de terroristas, mas os policiais também acreditam que essa possibilidade seja remota.

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