Delegado disse ter colhido sangue de Wanderson Pereira dos Santos. Segundo policial, filho de Eike negou estar em alta velocidade

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou na noite desta quarta-feira (21) que colheu o sangue do ciclista Wanderson Pereira dos Santos, de 30 anos, que morreu atropelado pelo carro dirigido pelo empresário Thor Batista, no último sábado (17), na rodovia BR-040, na Baixada Fluminense. O objetivo da coleta, segundo o delegado Mário Arruda, da 61ª DP (Xerém), é descobrir se Wanderson havia ingerido bebida alcoólica momentos antes do acidente.

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Thor prestou depoimento de duas horas na delegacia. De acordo com o delegado, o filho de Eike Batista negou que estivesse em alta velocidade no momento do acidente. Entretanto, segundo Arruda, somente após a conclusão dos laudos da perícia será possível afirmar a velocidade do veículo.

Ainda segundo o delegado, além de Thor e o amigo Vinicius Racca, já foram ouvidos dois policiais rodoviários federais, que estiveram no local do acidente, e dois motoristas que estavam atrás do carro do empresário e presenciaram o fato. O delegado pretende ainda ouvir um terceiro motorista e testemunhas que possam ajudar nas investigações.

O delegado informou que já foram realizadas duas perícias e caso seja necessário poderá ser realizar uma terceira. Ele disse já ter descartado a hipótese de homicídio doloso, quando há intenção de matar.

Segundo ele, caso ficar constadado que Thor ultrapassou o limite de velocidade na estrada, que é de 100 km/h, ele deverá ser indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção).

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