Polícia investiga atendimento médico do líder do tráfico na Rocinha em UPA

Denúncia aponta que Nem teria sido atingido por um tiro acidental. Outra versão dá conta de que traficante passou mal após misturar álcool e drogas

iG Rio de Janeiro |

Divulgação/Disque-Denúncia
Disque-Denúncia oferece recompensa por informações que levem ao traficante Nem
A Polícia Civil investiga denúncias de que Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico de drogas na Favela da Rocinha, teria recebido atendimento médico na manhã de segunda-feira (7) na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da comunidade. Apontado como um dos líderes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), Nem controla a Rocinha desde novembro de 2005 e possui nove mandados de prisão contra ele.

Leia também: Chefe do tráfico na Rocinha é condenado a oito anos de prisão

O suposto atendimento está sendo apurado pela 15ª DP (Gávea). De acordo com as denúncias, o traficante teria ido à UPA acompanhado de seguranças fortemente armados. A Secretaria Municipal de Saúde, responsável pela unidade, não confirma o atendimento ao criminoso, mas também não nega o fato. A pasta informa apenas que a UPA funcionou normalmente na segunda-feira.

Uma das informações recebidas pela polícia dá conta de que Nem teria procurado atendimento após ter sido vítima de um disparo acidental de arma de fogo. Outra versão, no entanto, aponta que o traficante teria tido uma convulsão após misturar álcool com ecstasy.

A mistura teria ocorrido durante uma festa realizada na Rocinha entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira. As denúncias indicam que Nem estaria apreensivo no evento por causa da ocupação policial da favela que controla, prevista para ocorrer no próximo domingo (13). O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) deve ocupar a comunidade para iniciar a instalação da 19ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio.

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