Polícia Federal vai investigar assassinato de juíza no Rio

Patrícia Acioli era conhecida por seu rigor contra grupos de extermínio

iG Rio de Janeiro |

A Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro vai investigar a morte da juíza Patrícia Lourival Acioli . A determinação foi dada nesta sexta-feira (12) pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, após um pedido do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cesar Peluso.

A magistrada foi morta a tiros no final da noite de quinta-feira (11) quando chegava a sua casa em Piratininga, no município de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Patrícia dirigia seu Fiat Idea quando foi surpreendida por homens utilizando toucas ninja que estavam em duas motos e dois carros. Foram feitos pelo menos 15 disparos de pistolas calibres 40 e 45 contra a vítima, que morreu no local.

Reprodução Facebook
Patrícia Acioli tinha 47 anos e foi morta quando chegava em sua casa, em Niterói
Escolta pessoal

No momento em que foi assassinada, a juíza, de 47 anos, estava sem seguranças. Em entrevista coletiva, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, disse que a magistrada nunca solicitou proteção permanente , mas teve esse serviço a sua disposição, por iniciativa do TJ-RJ, entre 2002 e 2007.

No último ano desse período, o setor de segurança institucional do tribunal fez uma nova avaliação e sugeriu a redução de três para um no número de policiais que faziam a escolta da juíza.

“Ela achou que não era necessário. É comum que magistrados com segurança depois de algum tempo não queiram mais escolta por sentirem falta de liberdade”, disse o presidente do TJ-RJ.

Rigor contra grupos de extermínio

Patrícia comandava a 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Em algumas decisões da juíza, está a prisão de policiais militares do município onde atuava. Os agentes sequestravam traficantes e, mesmo depois de matá-los, entravam em contato com familiares e comparsas exigindo dinheiro para soltura. Patrícia também decretou a prisão preventiva de PMs acusados de forjar confrontos com bandidos, mortos durante a abordagem.

O nome da juíza estava ainda em uma "lista negra" feita pelo criminoso Wanderson Silva Tavares, conhecido como "Gordinho". Ele foi preso no Espírito Santo em janeiro deste ano e chefiava uma quadrilha de extermínio que agia em São Gonçalo e teria assassinado pelo menos 15 pessoas em três anos.

Assista ao vídeo sobre o assassinato da juíza:

Caso não consiga ver este vídeo, clique no link abaixo para assistir na TV iG:

Juíza é morta a tiros em Niterói, no Rio

    Leia tudo sobre: assassinatojuízacrimeemboscada

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG