Polícia fecha escritório de bicheiro suspeito de matar juíza

Contraventor foi flagrado em 2009 em escuta da PF falando sobre plano de matar Patrícia Acioli

iG Rio de Janeiro |

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou ter fechado nesta quarta-feira (24) um escritório de apuração do jogo do bicho que pertence a um contraventor que é investigado por envolvimento na morte da juíza Patrícia Acioli, assassinada no último dia 11, em Niterói.

A fortaleza do bicho foi descoberta em Niterói. O contraventor foi flagrado em 2009 em uma escuta da PF (Polícia Federal) em que aparece relatando um suposto plano para matar a magistrada. A informação consta nos autos de um processo em que o bicheiro responde por homicídio e que era julgado por Patrícia Acioli.

A Polícia Militar informou que a sua corregedoria interna abriu inquérito para apurar o destino do lote das 10 mil munições de onde teriam saído as balas usadas para matar a magistrada. O lote foi vendido pela CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos) à corporação. A PM quer saber para quais unidades foram as munições e se houve desvio.

A descoberta de que balas vendidas à PM foram usadas no crime fez o comandante-geral da corporação, coronel Mário Sérgio Duarte, a admitir a possibilidade de policiais estarem envolvidos no assassinato. Nesta semana, o oficial recebeu uma lista com os nomes de 91 PMs que eram réus em processos de homicídio julgados pela juíza Patrícia Acioli.

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