Polícia faz reconstituição da morte de Rafael

Irmãos de Rafael Mascarenhas, João Velho e Thomas Velho acompanharam o trabalho ao lado do advogado Técio Lins e Silva

iG Rio de Janeiro |

nullPoliciais da delegacia da Gávea (15°DP), acompanhados de peritos do Instituto de Criminalística Carlos Eboli (ICCE), fizeram na madrugada desta terça-feira a reconstituição do atropelamento que resultou na morte do músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães. O túnel que liga a Gávea a São Conrado, na zona sul, onde ocorreu o acidente há uma semana, ficou fechado nos dois sentidos, de meia-noite às 05h40 da manhã.

Por volta de 0h15, a delegada responsável pelas investigações, Bárbara Lomba, chegou ao local acompanhada das sete pessoas previstas na reconstituição: o jovem que atropelou Rafael e o carona que estava com ele no Siena preto; os dois ocupantes do Honda Civic prata; além de dois amigos que praticavam skate com Rafael dentro da via no momento do acidente; e um amigo que ajudou a polícia simulando ser o músico.

Os primeiros a serem ouvidos pela polícia foram os skatistas que estavam com Rafael. Logo em seguida, a delegada escutou a versão dos ocupantes do Honda Civic prata, Gabriel Ribeiro e Gustavo Bulus, que supostamente estariam envolvidos em um racha. Por último, foi a vez do motorista do Siena preto, Rafael Bussamra, acusado de ser o atropelador, e o carona que o acompanhava, identificado como André contarem as suas versões.

Paula Giolito
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A polícia escutou a versão de Bussamra durante cerca de 40 minutos. Na saída do local, o atropelador que estava com seu advogado, assim como a delegada que dirige o caso, não quiseram falar com a imprensa.

A reconstituição estava prevista para acabar às 4h da manhã, no entanto, o trabalho da perícia só terminou às 5h40 desta terça - data que marca uma semana da morte do jovem. Logo após, o tráfego de veículos no túnel foi liberado nos dois sentidos.

Parte do trabalho dos peritos e da polícia foi acompanhado pelos irmãos de Rafael, João e Thomas Velho. “Confio no trabalho da policia e estou aqui para dar apoio aos amigos do meu irmão”, disse João.

Os dois policiais militares que abordaram Rafael Bussamra na saída do túnel não participaram da reconstituição por não terem participação no acidente. A corregedoria da polícia pediu pela segunda vez a prisão preventiva dos dois.

Nesta terça, às 19h30, será celebrada a missa de sétimo dia de Rafael, na igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema.

Depoimento

Acusado pela morte do estudante Rafael Mascarenhas, Rafael Bussamra prestou novo depoimento nesta segunda-feira na 15ª Delegacia de Polícia, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro.

De acordo com o advogado que o defende, Spencer Levy, seu cliente e o pai, o empresário Roberto Bussamra, foram coagidos pelo cabo da Polícia Militar Marcelo Bigon e pelo sargento PM Marcelo Leal a pagar propina de R$ 10 mil para desfazer a cena do acidente e liberar o atropelador. O advogado também acusou os policiais militares de impedir que Rafael Bussamra registrasse a ocorrência do acidente.

* Com colaboração de Maria Luisa Melo

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