Karen Tannhausen foi filmada entrando, mas não saindo do edifício. Agentes não podem entrar em residências sem autorização de juiz

A Polícia Civil analisa a hipótese de pedir à Justiça mandados de busca e apreensão para poder entrar em apartamentos do condomínio no Jardim Botânico (zona sul), onde mora a psicóloga Karen Tannhausen, 37 anos, desaparecida desde sexta-feira (31).

Policiais não podem obrigar os moradores a deixá-los entrar em seus apartamentos sem mandado e, por isso, vêm fazendo buscas apenas nas partes externas, à procura de Karen. Para isso seria necessário pedir uma autorização judicial.

Os agentes fizeram uma varredura nas áreas comuns e até no fosso dos elevadores do edifício de 11 andares onde Karen vive com a família, mas não teve sinais da psicóloga.

As câmeras do circuito interno de TV do prédio mostram a mulher entrando no condomínio por volta das 13h de sexta, mas ela não aparece em imagens saindo, o que intriga a família e a polícia. Outra possibilidade é que ela tenha saído disfarçada, voluntariamente, ou dentro de um carro - embora a garagem tenha câmeras.

Vamos verificar novamente as imagens e ver se ela saiu disfarçada ou dentro de um carro. Esse é o fato que mais nos intriga neste momento, já que não temos registro da saída dela do prédio”, afirmou a delegada Bárbara Lomba, titular da 15ª DP (Gávea), após vistoriar pessoalmente o edifício da desaparecida.

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