Polícia do Rio prende homem suspeito de 100 homicídios

Criminoso conhecido como Betão foi preso na casa de um pai-de-santo, na Baixada Fluminense

iG Rio de Janeiro |

Roberto Berko de Araújo, 29 anos, o Betão, foi preso, na madrugada desta quinta-feira (31) por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), apontado pela Polícia Civil como "o maior homicida da Baixada Fluminense, o número um". Segundo o delegado Jader Amaral, titular da DRF, Betão  e matava à luz do dia, na frente de testemunhas, com a certeza da impunidade".

De acordo com as investigações, o suspeito responde a 34 inquéritos como autor ou cúmplice de homicídios apenas em uma delegacia, a 54ª DP (Belford Roxo). Tem três mandados de prisão por homicídio e pode ter envolvimento com 100 assassinatos, de acordo com o delegado Jader Amaral, titular da DRF.  Ele teria um escritório de agiotagem, segundo a polícia, e executaria quem não lhe paga o que é devido.

Segundo a polícia, Betão matava pessoas a pedido da milícia "Águia de Mirra", com atuação na zona norte do Rio.

Entre os crimes que Betão estaria ligado é o assassinato do policial civil Edson Moura, no ano passado. O policial teria sido morto por se opor à instalação de uma milícia de Betão na área onde morava.

O miliciano foi preso na casa do pai-de-santo Eraldo Vieira Suhett Jr., em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Ele estava circulando com um Honda Civic blindado. O religioso também foi preso suspeito de favorecimento a Betão. O preso negou ter participação em todos esses crimes.

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