Polícia descarta relação de ataque a carros com pacificação de favelas

Quatro veículos foram incendiados na Tijuca madrugada de domingo. Polícia coleta imagens de câmeras de segurança ao redor e depoimentos de testemunhas

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro |

Fernando Quevedo / Agência O Globo
Dois carros que estavam estacionados foram os mais atingidos pelas chamas na madrugada de domingo

A chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Martha Rocha , descartou nesta segunda-feira (28) que o ataque a quatro carros ocorrido na madrugada do último domingo (27) na Tijuca, zona norte da capital fluminense, tenha ligação com o aniversário de um ano da ocupação do Complexo do Alemão completado hoje.

“A Polícia Civil tem plena convicção de que não há nenhuma ligação do episódio ocorrido com a ocupação no Alemão ou qualquer outra ocupação policial. O caso está sendo investigado e estamos coletando imagens de câmeras de segurança ao redor e depoimentos de testemunhas dessa ação”, disse ela, durante um almoço na base da Força de Pacificação do Complexo do Alemão.

Há um ano, dezenas de veículos foram incendiados em diversas partes do Rio a partir de ordens de traficantes já presos. As ações criminosas teriam sido uma represália à política de implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em favelas cariocas. Com a intesificação do ataques, a polícia acionou o reforço do Exército e ocupou os complexos de favelas do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio.

Ataque a carros na Tijuca

O incidente na Tijuca ocorreu por volta das 3h de domingo, na Rua Barão de Mesquita. Dois carros que estavam estacionados foram incendiados e ninguém ficou ferido. As chamas chegaram a atingir outros dois veículos, mas parcialmente. Policiais civis da 20ª DP (Vila Isabel) estão à frente da ocorrência e a principal linha de investigação aponta que o incêndio teria sido causado após o arremesso de um coquetel molotov.

Embora tenha sido descartada a ligação do ataque com o processo de pacificação de favelas do Rio, o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou que a ação criminosa não irá intimidar as forças policiais. “Não serão essas ações que vão fazer com que nos arredemos um centímetro do que pretendemos fazer”, declarou.

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