Polícia desarticula quadrilha que aplicava golpes de telefonia no Rio

Grupo praticava fraudes e roubava sinais de companhia telefônica

iG Rio de Janeiro |

Quatro pessoas foram presas na operação desencadeada nesta quinta-feira pela Polícia Civil para desarticular uma quadrilha que cometia fraudes contra a empresa de telefonia Oi e seus clientes. De acordo com a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), o grupo criminoso aumentava indevidamente a velocidade da conexão de alguns usuários, redirecionando o sinal de internet de clientes regulares. Para cada serviço era cobrada uma taxa de R$ 500.

Segundo o delegado Roberto Nunes, os usuários do esquema fraudulento também serão investigados. “Vamos investigar todos os usuários que utilizavam estes serviços das empresas lesadas para verificar se essas pessoas sabiam ou não da procedência ilegal da conexão utilizada”, declarou.

As investigações tiveram início em novembro do ano passado a partir de uma denúncia da empresa. O golpe contava com a participação de ex-funcionários da Oi que usavam senhas especiais da companhia para praticar as ações irregulares. A polícia informou ainda que a quadrilha também atuava na redução de valores das tarifas telefônicas.

De acordo com Nunes, há informações que revelam a atuação do grupo em outros Estados, como Bahia, Ceará e Pernambuco. O faturamento médio era de R$ 100 mil por mês.

Crimes

No total, foram expedidos pela Justiça 31 mandados de busca e apreensão e nove de prisão temporária por cinco dias. Entre os detidos nesta quinta-feira está o engenheiro Jorge Anderson Bessa. Ele já trabalhou Oi e, segundo a polícia, seria o responsável por acessar dados de dentro da empresa. Os outros presos foram Marcos Vinícius Parreira, Tatiana Brusamarello e seu marido, Paulo Brusamarello.

Os envolvidos irão responder pelos crimes de formação de quadrilha, estelionato e furto mediante fraude. Cerca de 70 agentes participaram da ação, que contou com apoio de policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas, da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) e da Polinter.

O subchefe operacional da Polícia Civil, delegado Rodrigo Oliveira, assegurou que a ação terá continuidade. “Vamos agora investigar para levantar o prejuízo da empresa lesada. Esta fase da ação terá o apoio do Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) que tem as ferramentas necessárias para conseguir acessar essas informações”, adiantou.

Nota oficial

Em nota, a Oi informou que está “contribuindo com todas as informações solicitadas pelas autoridades policiais e acompanhará o andamento do inquérito, de forma a proteger os clientes e preservar o patrimônio da companhia”. A empresa disse ainda que o engenheiro preso não faz parte atualmente do quadro de funcionários.

A companhia orienta que os clientes solicitem os serviços e reparos pela central de atendimento e que, em caso de dúvidas, confirmem as informações sobre planos e serviços através do site e dos canais de atendimento da empresa.

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