Investigadores tentam determinar as causas do crime na Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou na noite desta quarta-feira (4) a reconstituição do crime no qual o juiz federal Marcelo Alexandrino da Costa Santos e sua família acabaram baleados por policiais civis durante uma blitz na Autoestrada de Grajaú-Jacarepaguá, que liga as zonas norte e oeste da capital fluminense.

Participaram da reconstituição o juiz Marcelo Alexandrino, quatro policiais que estavam na blitz, o delegado Alexandre Sena e Jader Abdalla, testemunha que também teve seu carro atingido no dia do ocorrido. Os outros dois policiais, Bruno Rocha Andrade e Bruno Sousa da Cruz, que estão presos, não quiseram participar.

A operação foi comandada pelo diretor do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, Sérgio Henriques, que afirmou: “O exame de balística, comprova o envolvimento dos policiais que estão presos. Está reprodução simulada serve para validar ainda mais a balística”.

Na ocasião, ao ver três homens vestidos de preto e armados com fuzis, Marcelo pensou que se tratava de uma falsa operação por criminosos. Ele tentou escapar, mas os policiais atiraram na direção de seu veículo, um Kia Cerato vermelho. Também ficaram feridos seu filho Diego Lopes, de 8 anos, e sua enteada Natalia Lucas Cukier, de 11 anos.

“Eu quero deixar bem claro que nós não estávamos fugindo de uma blitz, nunca vimos uma blitz. Fugimos de pessoas armadas que a primeira vista pareciam bandidos. A sensação que revivo agora é horrível", disse o juiz

A testemunha Jader Abdallah que também teve seu carro atingido concluiu: “Revivi aqui um momento aterrorizante. Os policiais dispararam na nossa direção e não para o alto e na mata como dizem. Graças a Deus eu estou aqui”.

A simulação teve início às 22hs de quarta-feira e foi finalizada à 1h da madrugada de quinta-feira. O laudo deve ser concluído nos próximos dez dias.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.