Polícia Civil terá base no camelódromo da Uruguaiana, no centro do Rio

¿O objetivo é `quebrar as pernas¿ da pirataria¿, disse delegada

iG Rio de Janeiro |

Agência O Globo
Policiais realizam buscas nos boxes do camelódromo do rua Uruguaiana

O chefe da Polícia Civil do Rio, delegado Allan Turnowski, disse nesta quarta-feira (26) que a corporação vai possuir uma base fixa no Mercado Popular da Uruguaiana, no centro do Rio de Janeiro. Segundo ele, a medida terá como objetivo controlar os produtos vendidos no camelódromo.

“Esse é o início de um programa bem amplo para coibir a venda de produtos piratas. Grande parte dos boxes participava de um esquema de venda de produtos ilegais”, afirmou Turnowski.

Nesta quarta-feira, cerca de 90 policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes de Propriedade Imaterial (DRCPIM) iniciaram uma megaoperação no camelódromo com o objetivo de apreender mercadorias falsificadas que são comercializadas no local.

Todos os 1.508 boxes existentes no camelódromo foram isolados com faixas e serão vistoriados. Com o apoio de 40 fiscais da Receita Federal e de quatro associações de combate à pirataria, a operação será realizada até sexta-feira (28). A expectativa é de que sejam apreendidos até o final da ação cerca de R$ 20 milhões em produtos falsificados.

Investigação

De acordo com a Polícia Civil, o trabalho de investigação da DRCPIM durou sete meses, com agentes infiltrados que levantaram dados da comercialização. Para a delegada titular da DRCPIM, Valéria Aragão, a ideia não é acabar com o mercado popular, mas sim controlar a venda de produtos ilegais, reprimindo este tipo de atividade.

“Ao longo desse tempo, fizemos operações que deram um prejuízo de R$ 600 mil aos comerciantes do camelódromo. Há toda uma cadeia ilegal para esta atividade. O objetivo é ‘quebrar as pernas’ da pirataria. O lucro deles é estimado em R$ 2 mil por semana”, explicou.

Turnowski ressaltou que as ações da polícia que não visam apenas à prisão, mas também mexer na parte financeira das atividades ilícitas. “Primeiro atingimos a parte financeira do tráfico e agora o da pirataria. É um trabalho de investigação amplo, que atinge a parte mais importante para os contraventores”, finalizou.

O material apreendido no camelódromo será levado para um depósito no bairro de Ramos, na zona norte do Rio.

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