Polícia cancela avaliação psicológica de menina

A avaliação não aconteceu porque a menina chorava muito e evitou a aproximação com psicólogo da Polícia Civil

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro |

A avaliação psicológica que seria realizada com a menina de 2 anos de 10 meses que teria sido agredida pela procuradora de Justiça aposentada Vera Lúcia Sant'anna Gomes, de 57 anos, não aconteceu. A avaliação estava marcada para esta terça-feira e seria feita por um psicólogo da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

De acordo com a polícia, a menina estava assustada e impediu qualquer tipo de aproximação. “A criança chorava muito e evitou qualquer contato comigo. Preferimos respeitar a posição dela”, disse o psicólogo Gilberto Fernandes. “Ela ficou de costas o tempo todo e não respondia as minhas perguntas e nem as brincadeiras. A única coisa que ela aceitou foi uma escova para pentear o cabelo”, completou.

Segundo o psicólogo, ele vai entrar em contato com a delegada da 13ª DP (Ipanema), responsável pelo caso, para checar se o laudo já feito por uma psicóloga do Juizado da Infância e da Juventude atende aos requisitos do inquérito. Se for constatado que há a necessidade de um parecer dele, Fernandes irá marcar uma nova aproximação com a menina no abrigo onde ela está morando.

iG São Paulo
Procuradora quando depôs na polícia no Rio
“Ela está muito abalada emocionalmente, O trauma que a criança passou ainda está presente. Não é uma história do passado”, avaliou.

O caso

Vera Lúcia Sant'anna Gomes foi indiciada pelo crime de tortura qualificada pelas supostas agressões à criança. A menina estava sob sua guarda provisória em processo de adoção. Em depoimento na 13ª DP (Ipanema), a procuradora negou as agressões e disse que tinha um grande carinho pela menina. Ela admitiu que chamou a garota de "cachorrinha", mas alegou que não considerava a expressão uma ofensa, já que ela gosta muito de cães.

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