Polícia apura se outra pessoa participou de morte de empresário em Niterói

Jovem de 18 anos confessou ter enforcado amante. Diz que agiu em legítima defesa mas polícia investiga se crime foi premeditado

iG Rio de Janeiro |

Guilherme Pinto/Agência O Globo
Verônica Verone deverá ser transferida ainda hoje para uma carceragem da Polinter
A Polícia Civil do Rio de Janeiro não descarta a hipótese de uma segunda pessoa, além da jovem Verônica Verone Paiva, de 18 anos, ter participado da morte do empresário Fábio Gabriel Rodrigues, de 33 anos, ocorrida na madrugada do último sábado (14), em um motel no bairro de Itaipu, em Niterói, na região metropolitana.

Verônica, que mantinha um relacionamento com o empresário, se entregou ontem à polícia. Ela confessou ter enforcado o amante com um cinto sob alegação de que ele tentou estuprá-la. Disse também que, no dia do crime, Fábio teria consumido bebidas alcoólicas e usado drogas.

Encarregada do caso, a delegada Juliana Rattes, da 77ª DP (Icaraí) disse que a suspeita da participação de uma outra pessoa recai pelo fato de o depoimento da jovem ter apresentado uma série de contradições.

Uma das contradições, segundo a delegada, é o fato de a jovem ter dito que arrastou o corpo do amante do quarto do motel até a garagem. A perícia não indicou que o cadáver foi arrastado.

Para a delegada, isso pode ser um indício do envolvimento de outra pessoa já que Fábio pesava cerca de 90 kg e a jovem não teria condições de carregá-lo.

Premeditação

A delegada também investiga se o crime foi premeditado. Segundo relatos de parentes, Verônica vinha fazendo ameaças ao empresário dizendo que se ele não fosse dela, não seria de mais ninguém.

Agência O Globo
Verônica Verone e o empresário Fábio Gabriel
A jovem permanece presa na delegacia e deverá ser transferida hoje para uma carceragem da Polinter. A Justiça decretou a prisão temporária de Verônica pelo prazo de cinco dias.

A polícia ainda aguarda o laudo do IML (Instituto Médico Legal) para identificar a causa da morte do empresário, que deixou dois filhos.

Um advogado que acompanhou Verônica até a delegacia disse que a cliente tinha distúrbios psiquiátricos graves e que tomava dez medicações, algumas delas de uso controlado.

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