Polícia ainda não sabe destino de menino que sumiu em favela

Dados do GPS de viatura da PM deve ser entregue hoje ao delegado responsável pelo caso

Agência Brasil |

Aline Custódio/Agência O Globo
Mãe mostra foto do filho de 11 anos que desapareceu após ter sido supostamente baleado em confronto
A Polícia Civil do Rio deve receber nesta segunda-feira (27) os dados do GPS da viatura da Polícia Militar usada durante um confronto com traficantes na comunidade Danon, no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Na ocasião, um menino de 11 anos, que testemunhou a troca de tiros, desapareceu . Os dados do GPS são importantes para a investigação porque poderão ser comparados com os depoimentos dos PMs.

No último dia 20, Juan foi baleado junto com o irmão, Wesley, de 14 anos, durante a operação dos policiais militares na comunidade e, desde então, não foi mais visto. No sábado (25), Wesley, que está hospitalizado sob proteção da Polícia Civil, prestou depoimento ao responsável pelo inquérito aberto na 56ª DP (Comendador Soares).

Durante o dia, os agentes também acompanharam os parentes dos meninos em hospitais e no Instituto Médico-Legal (IML), na tentativa de encontrar Juan.

Os quatro PMs envolvidos na operação na comunidade Danon foram afastados e uma sindicância interna apura o ocorrido. À Polícia Civil, os policiais disseram que não viram Juan, somente o irmão Wesley, que, sem conseguir se proteger dos tiros, foi atingido no ombro e na perna.

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), presidida pela deputado Marcelo Freixo (PSOL), acompanha as investigações.

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