Polícia adota conduta mais rigorosa após erros no caso Juan

Portaria no boletim interno da Polícia Civil ordena apreensão de armas e isolamento imediato de local em caso de morte de suspeito

iG Rio de Janeiro |

Raphael Gomide
Relatório da escola de Juan, com a foto do menino
As polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro mudam sua conduta no caso de mortes em operações a partir deste sábado. Uma portaria publicada sexta-feira no boletim interno da Polícia Civil, e que já está em vigor, determina investigação mais rigorosa nos casos em que um suspeito for morto, o chamado auto de resistência. As informações foram confirmadas pela assessoria da Polícia Civil.

A medida foi tomada após os erros na apuração dos fatos no caso da morte do menino Juan Moraes, de 11 anos , no dia 20 de junho, durante uma operação da PM em Nova Iguaçu , na Baixada Fluminense. A perícia chegou a atestar que o corpo de Juan era de uma menina .

A partir deste sábado, os delegados que registrarem este tipo de ocorrência deverão cumprir um roteiro obrigatório, acionando de imediato uma equipe para isolar o local, solicitando equipe de perícia, além da apreensão das armas dos policiais envolvidos. A Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) pode ser chamada se o fato ocorrer em áreas de risco.

Segundo informações do "Jornal Nacional", a perícia no GPS da viatura dos policiais suspeitos que estiveram na comunidade Danon no dia 20 de junho apontou que eles saíram do local para uma rua atrás do 20º BPM (Mesquita), retornaram para a favela e em seguida voltaram ao batalhão.

    Leia tudo sobre: caso JuanPolícia CivilPM

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG