Polícia acha ossadas durante buscas por modelo desaparecida na Rocinha

Material será encaminhado para perícia. Caso os ossos sejam de alguém do sexo feminino, será feito exame de DNA

iG Rio de Janeiro |

Agência O Globo
Policiais civis procuram corpo de jovem desaparecida na Favela da Rocinha
Policiais civis da Divisão de Homicídios (DH) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) acharam pedaços de ossos durante uma operação na manhã desta quarta-feira (29) na Favela da Rocinha, na zona sul do Rio, para tentar localizar o corpo da jovem modelo Luana Rodrigues de Sousa , de 20 anos. Ela está desaparecida desde o dia 9 de maio.

Os agentes não encontraram resistência na chegada à comunidade. Os policiais realizaram buscas para encontrar o local onde possivelmente Luana teria sido enterrada. Eles se basearam em informações recebidas de moradores da favela e pelo serviço do Disque-Denúncia.

Os ossos achados serão encaminhados para a perícia. Caso sejam do sexo feminino, será feito um exame de DNA para identificar se são mesmo de Luana.

Agência O Globo
Luana Rodrigues de Sousa está desaparecida desde o último dia 9 de maio
No dia de seu desaparecimento, Luana deixou sua casa, na Estrada das Canoas, em São Conrado, e teria ido à Rocinha, no mesmo bairro, para resolver um problema. De acordo com investigações feitas pela Polícia Civil, a jovem teria ligação com traficantes da favela.

Denúncias dão conta de que Luana era usada no transporte de drogas da Rocinha para outras comunidades do Rio. Para traficantes, a jovem, que trabalhava como modelo, não levantava suspeita devido a sua beleza.

Luana teria sido morta por aliados do chefe do tráfico de drogas na Rocinha, Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, após levantar suspeitas. A apreensão realizada pela Polícia Militar de uma carga de maconha e o suposto desvio de uma grande quantidade de haxixe teriam chamado a atenção dos criminosos. Luana passou a ser a principal suspeita porque teria um envolvimento amoroso com um PM.

O sigilo telefônico da jovem foi quebrado, após autorização da Justiça, mas a polícia não divulgou os nomes das pessoas com quem ela falou antes de desaparecer. Com poucas esperanças de encontrar a filha viva, a família de Luana realizou a missão de 7º dia no dia 18 de maio na Paróquia de São Conrado.

Em sua página na rede social Orkut, a jovem dizia ser infantil, meiga e doce. “Apenas eu posso provocar o tipo de sentimentos que eu provoco (bons e ruins). Apenas eu posso causar os impactos que eu causo”, escreveu. “Ser amante é doloroso. Sai daí sua recalcada. Ser fiel é mais gostoso. A moral que eu tenho com ele, você nunca vai ter”, avisou para alguém.

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