Poder de fogo do tráfico impressiona até policiais experientes

Legislação impede que agentes usem armas apreendidas de traficantes. Compare, em gráfico, os arsenais de criminosos e das polícias

iG Rio de Janeiro | 03/11/2010 12:41

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O poder de fogo das armas à disposição de quadrilhas de traficantes impressiona até mesmo policiais experientes, como o diretor de Polícia da capital, delegado Ronaldo Oliveira.

Entre as 8.914 armas apreendidas pelas forças de segurança do Rio em 2009 – segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP) –, aparecem metralhadoras .30 e .50, de uso exclusivo das Forças Armadas e capazes de derrubar helicópteros, além de fuzis e pistolas.

“É um armamento fantástico o que apreendemos no dia-a-dia. Na Rocinha, por exemplo, quando [o chefe do tráfico] Bem-te-vi foi morto, apreendemos uma .30 zero, novinha, capaz de derrubar uma aeronave”, afirmou Oliveira.

“Em outra ocasião, em apenas uma operação, em 2007, pegamos 15 ou 17 fuzis no Dona Marta [favela com Unidade de Polícia Pacificadora], muitos deles novos”, lembra.

Uma grande frustração da polícia é não poder empregar esse armamento – muitas vezes novo ou em ótimo estado de conservação – em suas operações.

O Estatuto do Desarmamento determina que essas armas sejam encaminhadas para a Justiça, a fim de instruir processos, e depois entregues ao Exército, para serem destruídas.

Além disso, ainda que pudessem aproveitar as armas, muitas delas são de uso restrito às Forças Armadas e não podem – por seu calibre – ser empregadas pelas polícias Civil e Militar.
 

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