Justiça determinou reintegração de posse mas, após protesto, retirada de moradores foi suspensa

Oficial da PM tenta negociar saída de moradores pouco antes de começar o tumulto
Jadson Marques/AE
Oficial da PM tenta negociar saída de moradores pouco antes de começar o tumulto
Policiais militares do Batalhão de Choque e do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) entraram em confronto, na tarde desta terça-feira (9), com moradores que ocupam um terreno particular na favela Vila Taboinhas, em Vargem Grande, na zona oeste do Rio, desde 2007.

Cerca de mil pessoas moram na área que tem cerca de 40 mil metros quadrados e pertence a uma empresa de construção.

De acordo com a PM, o tumulto começou quando alguns moradores se recusaram a sair do local e começaram a atirar pedras nos policiais.

Os agentes revidaram com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta.

Durante a manhã, os moradores chegaram a protestar com cartazes e faixas, mas não houve tumulto.

PMs atiram bombas de gás lacrimogêneo em moradores, que protestavam contra reintegração de posse
AE/JADSON MARQUES
PMs atiram bombas de gás lacrimogêneo em moradores, que protestavam contra reintegração de posse
A determinação da retomada da área foi feita em 2008, pela juíza Érica Batista de Castro, da 1ª Vara Cível da Barra da Tijuca.

No entanto os moradores recorreram desde então e conseguiram postergar a decisão. Já na última sexta-feira, eles receberam um prazo de 48 horas para desocuparem o terreno.

Como eles não saíram voluntariamente, foram convocados oficiais de Justiça, mais de 200 policiais militares, 20 bombeiros, funcionários municipais e estaduais e da Light para a desapropriação, que ainda ocorre.  Alguns moradores ficaram feridos levemente.

A PM suspendeu a retirada dos moradores temporariamente, enquanto a prefeitura estuda a possibilidade de conceder o pagemento de um aluguel social às famílias.

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