PMs apontados por cobrar propina para liberar atropelador só vão falar em juízo

Polícia pretende fechar inquérito que investiga morte de Rafael Mascarenhas em breve

iG Rio de Janeiro |

Os policiais militares acusados de terem recebido propina do motorista que atropelou o músico Rafael Mascarenhas se negaram a responder a maioria das perguntas feitas pela delegada Bárbara Lomba, da 15°DP (Gávea), na tarde desta quinta-feira (29).

Durante a maior parte das duas horas de interrogatório, o sargento Marcelo Martins e o Cabo Marcelo Bigon afirmaram que só vão responder em juízo.

Eles somente mudaram a resposta quando a delegada os questionou sobre fatos simples como, por exemplo, se realmente foram eles que abordaram o motorista Rafael Bussamra - como já fora comprovado pelas câmeras da prefeitura e pelo GPS da viatura que usavam.

O depoimento ocorreu no BEP (Batalhão Especial Prisional), em Benfica, na zona norte do Rio, onde os dois começaram a cumprir desde a última terça (27) a prisão preventiva que durará 82 dias.

Os PMs são acusados de terem cobrado R$ 10 mil para liberar o motorista do veículo que atropelou o filho da atriz Cissa Guimarães, na madrugada da terça-feira (20) da semana passada.

O inquérito sobre o atropelamento que resultou na morte do músico deverá ser concluído em 20 dias, de acordo com Lomba. Ela estuda a possibilidade de indiciar o motorista atropelador por homicídio doloso.

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