PM preso por furto de cabos julgava caso Rafael Mascarenhas

Capitão, integrante de Auditoria Militar, foi preso com colega quando fazia escolta de quadrilha de ladrões de fibra ótica no Rio

iG Rio de Janeiro |

Um dos dois capitães da PM presos na madrugada de sexta-feira por escoltar um grupo de ladrões de cabos de fibra ótica no Rio julgava os PMs acusados de ter liberado Rafael Bussamra, o atropelador de Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães.

O oficial Lauro Moura Cantarino, 33, tomara o depoimento do sargento da PM Marcelo José Leal Martins e do cabo Marcelo Bigon sobre o episódio na tarde de quinta-feira. Os dois são acusados de extorsão para deixar o atropelador ir embora sem ser autuado, apesar de o carro ter ficado claramente avariado após atropelar Rafael Mascarenhas.

O capitão Cantarino era, até sua prisão, juiz da Auditoria Militar, responsável por auxiliar juízes a julgar policiais por crimes. Ele integrava o Conselho Permanente de Justiça Militar, além de estar lotado no 2º Batalhão de Polícia Militar (Botafogo). A informação foi publicada pelo jornal "O Globo" e confirmada pela assessoria da PM esta manhã.

O capitão foi afastado da função na sexta-feira. Na PM, deve ser expulso. O comandante-geral da corporação, Mário Sérgio Brito Duarte, afirmou, em nota, que já havia indícios suficientes para a expulsão de Cantarino e do colega Marcelo Queiroz dos Anjos, do Batalhão de Choque.

"É inadmissível que policiais pagos com dinheiro público para proteger a população e bens privados e públicos se envolvam em atos como os descritos", dizia nota da corporação.

Os oficiais foram autuados por furto e formação de quadrilha. Eles foram levados para o Batalhão Especial Prisional, em Benfica, na zona norte do Rio. O capitão Catarino foi afastado da Auditoria Militar e será substituído por outro oficial.
Os dois oficiais da PM integravam uma quadrilha especializada em furto de cabos de fibra ótica no Rio, em crime que renderia cerca de R$ 300 mil por mês ao grupo. Uma operação da Polícia Civil prendeu 12 pessoas que cortavam cabos em plena Praia de Botafogo, na zona sul do Rio. De acordo com a investigação, os dois policiais seriam os mentores e fariam a segurança do bando, que atuava na área de patrulhamento do batalhão em que atua Cantarino.

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