PM investigado no caso Juan tem prisão pedida pelo MP por homicídio em 2008

Cabo Edilberto Barros do Nascimento é acusado, junto com outros três PMs, de matar um ex-presidiário em Nova Iguaçu há três anos

iG Rio de Janeiro |

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro pediu à Justiça a prisão preventiva do cabo PM Edilberto Barros do Nascimento, um dos investigados pela morte do menino Juan de Moraes, de 11 anos, por um homicídio ocorrido em julho de 2008, em Mesquita, na Baixada Fluminense.

Segundo a Promotoria, Edilberto é acusado de matar com um tiro de fuzil o ex-presidiário Júlio César Andrade Roberto, com a ajuda dos outros três PMs (Alexandro Claudomiro de Lima, Carlos Gouveia da Silva e Jaílson Henrique de Lima). Eles também tiveram a prisão decretada.

De acordo com as investigações, os PMs acreditavam que a vítima tinha envolvimento com o tráfico de drogas. Um processo contra os policiais, que ficaram presos apenas dois meses, tramita na 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu.

As testemunhas do caso também manifestaram medo dos acusados. “Elas relatam que familiares de Júlio Cesar foram agredidos pouco depois do homicídio e foram impedidos de prestar socorro à vítima. Há vários relatos que informam que os acusados invadiram a residência da mãe da vítima em data posterior, sem a sua autorização e sem qualquer mandado judicial autorizando a diligência, e intimidaram vizinhos”, explicou a promotora Júlia Costa.

Ontem, a Promotoria já havia pedido à Justiça a prisão temporária de Edilberto e os outros três PMs investigados pela morte de Juan (Rubens da Silva, Isaías Souza do Carmo e Ubirani Soares ). A Justiça ainda avalia o pedido.

Hoje, o delegado Ricardo Barboza, titular da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, informou que não houve confronto na favela Danon, em Nova Iguaçu, no dia 20 de junho, quando Juan desapareceu. Na ocasião, foram baleados o irmão de Juan, Wesley, de 14 anos, e um jovem de 19 anos. Um suposto traficante foi morto.

Na época, os PMs registraram o caso como auto de resistência alegando que houve confronto e disseram que não sabiam que Juan tinha sido baleado. O corpo do menino foi achado no início deste mês no rio Botas, em Belford Roxo, também na baixada.

A polícia concluiu que não houve confronto após o exame de balística feito nas cápsulas recolhidas na favela indicar que elas saíram de fuzis de dois dos PMs envolvidos no caso.

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