PM foragido da Operação Guilhotina se entrega no Rio

Ricardo Afonso Fernandes, o Afonsinho, era apontado como o chefe de uma milícia que atua na comunidade Roquete Pinto

iG Rio de Janeiro |

Um dos procurados pela Operação Guilhotina da PF (Polícia Federal), o policial militar reformado Ricardo Afonso Fernandes, o Afonsinho, se apresentou na noite desta quinta-feira (14) na delegacia da Cidade Nova (6ª DP), na região central do Rio de Janeiro.

Segundo as investigações, Afonsinho era apontado como o líder da milícia que atuava na comunidade Roquete Pinto, no Complexo da Maré, na zona norte da capital. Ele tinha ligações com o ex-subchefe da Polícia Civil, delegado Carlos Antônio de Oliveira, um dos presos na operação. Os dois são acusados de se apropriar de bens de traficantes que foram apreendidos durante a ocupação nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte, em novembro do ano passado.

Dois filhos de Afonsinho, que também são policiais, já estavam presos. Entre eles, Christiano Gaspar Fernandes, que era chefe de investigações da delegacia da Penha (22ª DP).

Deflagrada em fevereiro, a Operação Guilhotina prendeu mais de 30 pessoas, entre elas policiais civis e militares, acusados de vazamento de informações sobre operações policiais, tráfico de armas, cobrar propina de traficantes, apropriação indébita de bens apreendidos durante incursões em favelas, ligação com milícias e com bingos clandestinos.

Ação causou crise na polícia fluminense

A Operação Guilhotina causou crise na Polícia Civil fluminense. Na época, o então chefe do órgão, delegado Allan Turnowski, foi chamado para prestar depoimento e foi indagado se sabia das irregularidades cometidas por seus subordinados.

Turnowski foi acusado também de ter repassado informações sobre a operação da PF para um inspetor. Menos de uma semana após as prisões, ele foi afastado do cargo e foi substituído pela delegada Martha Rocha.

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