PM faz operação após saber de festa de aniversário para traficante

Bandido invadiu escola para fugir. Paralelamente à ação policial, suspeitos atiraram em uma viatura e PM foi atingido na cabeça

Bruna Fantti, iG Rio de Janeiro |

Policiais militares do batalhão de Irajá (41°BPM) realizaram uma incursão no início da manhã desta quarta-feira (15), no morro do Chapadão, na zona norte do Rio, após receber um disque-denúncia de que uma festa estava sendo realizada para comemorar o aniversário de um dos chefes locais.

Divulgação
Festa foi organizada para comemorar aniversário de Nando Bacalhau. Disque-Denúncia oferece recompensa por sua prisão
Na incursão, que teve o apoio de um carro blindado, houve uma intensa troca de tiros, mas não há feridos. Um suposto traficante foi preso.

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As informações são do comandante do batalhão, tenente-coronel Carlos Eduardo Sarmento. A festa seria para comemorar o aniversário de Luís Fernando Nascimento Ferreira, o Nando Bacalhau, chefe do tráfico do morro do Chapadão.

Ainda segundo Sarmento, durante a troca de tiros, um dos supostos traficantes pulou o muro da escola municipal Grandjean de Montigny, mas foi preso quando estava escondido no pátio. Ele não estava armado mas carregava uma mochila com drogas. Outros dois bandidos também entraram no colégio mas escaparam.

PM baleado

Quando era realizada a operação no Chapadão, traficantes atiraram contra uma viatura da PM que fazia um patrulhamento na estrada Rio do Pau, nas proximidades da comunidade. Um policial acabou atingido na cabeça e está internado em estado grave no hospital da corporação.

Bacalhau é apontado pelo Disque-Denúncia como comparsa do traficante Fernando Atanázio, o FB, preso no mês passado . Também é um dos principais mandantes da chacina do Éden ocorrida em 24 de outubro de 2010, que deixou 5 mortos e 12 feridos em um churrasco em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

"A festa ocorria durante toda a madrugada, mas optamos por incursionar no início da manhã. Sabemos que em eventos assim a comunidade, inevitavelmente, é forçada a participar. Então, para evitar vítimas, preferimos agir no final da festa", disse Sarmento ao iG .

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