PM estoura fábrica clandestina de balões no Rio

Depósito foi localizado após informação recebida pelo Disque-Denúncia

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro |

Policiais militares do Batalhão de Polícia Florestal e Meio Ambiente (BPFMA) estouraram na tarde desta terça-feira uma fábrica clandestina de balões no município de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. De acordo com a PM, um homem foi preso e sete balões foram apreendidos, além de materiais usados para a confecção dos artefatos, como sinalizadores, maçaricos e buchas.

O detido e o material encontrado foram encaminhados para a 72ª DP (São Gonçalo), onde a ocorrência foi registrada. Os objetos apreendidos devem ser destruídos. Os policiais chegaram ao depósito ilegal após uma informação recebida através do Disque Denúncia. A central de atendimento funciona 24 horas por dia, no telefone 2253-1177.

Nesta segunda-feira, o Disque-Denúncia aumentou para até R$ 2 mil a recompensa por informações que levem à localização de fábricas clandestinas de balões. O serviço de atendimento já recebeu neste ano mais de 230 denúncias sobre o assunto. Desde 1999, o órgão realiza campanhas entre os meses de abril e setembro e já ajudou a polícia do Rio a apreender mais de 640 balões.

Apreensões

Catorze pessoas já foram presas e 63 balões foram apreendidos neste ano, segundo informações do Batalhão de Polícia Florestal e Meio Ambiente. Segundo a corporação, o número já supera o total acumulado de 2009. No ano passado, de janeiro a dezembro, 11 pessoas foram detidas e 68 balões foram recolhidos.

Soltar balões é crime ambiental previsto em lei, com pena de detenção de um a três anos. As pessoas flagradas fabricando, transportando ou fazendo uso do artefato, no entanto, geralmente respondem o processo em liberdade após pagarem fiança, cestas básicas ou prestarem serviços comunitários.

“Há casos reincidentes, mas são poucos. Geralmente as pessoas detidas ficam receosas de praticar o crime novamente”, afirma o subcomandante do BPFMA, major Gilbert dos Santos, completando que os trabalhos do batalhão costumam redobrar entre os meses de maio e agosto.

nullIncêndio

Estimativa feita pelo Batalhão de Polícia Florestal e Meio Ambiente aponta que cerca de 20% dos incêndios florestais ocorrem devido à soltura de balões. No último sábado, os bombeiros tiveram trabalho para controlar as chamas, supostamente provocadas pela queda de um balão, em uma área de preservação ambiental localizada no Morro dos Cabritos, na Lagoa, zona sul do Rio de Janeiro. O fogo só foi controlado com o auxílio de helicópteros.

As chamas podiam ser vistas de bairros próximos como o Jardim Botânico e a Gávea, além da própria Lagoa Rodrigo de Freitas. O fogo não deixou feridos e nem chegou a atingir casas, mas alguns moradores de classe média e média alta da região saíram de casa durante a madrugada com medo do fogo e incomodados pela fumaça. O trânsito nas imediações do incêndio ficou congestionado durante a madrugada, devido ao trabalho dos bombeiros e aos curiosos que reduziam a velocidade para ver as chamas.

Trabalhos

Nesta terça-feira, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente chegou a conclusão de que não será necessário reflorestar o Morro dos Cabritos, zona sul do Rio de Janeiro, que teve uma área igual a quatro campos de futebol queimada. A vegetação na região afetada, no costão das rochas, é rasteira e se recompõe sozinha. Se o fogo tivesse alcançado a mata densa no alto do morro então seriam necessários aproximadamente 15 anos de recuperação.

Segundo o Secretário Municipal de Meio Ambiente e vice-prefeito da capital fluminense, Carlos Alberto Muniz, foram queimadas bromélias, gramíneas e cactáceas, por isso não será preciso um trabalho emergencial de reflorestamento. “Assim que acabar essa temporada de seca e começarem as chuvas e a chegada da primavera, a vegetação começa a se recompor”, garantiu Muniz.

A titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, Juliana Emerique, disse que já começou a ouvir testemunhas para tentar identificar possíveis responsáveis pelo incêndio.

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