PM diz que policiais não sabiam que carro tinha atropelado filho de atriz

Segundo a corporação, os ocupantes foram revistados e liberados por não demonstrar nervosismo

Bruna Fantti e Daniel Gonçalves, especial para o iG |

Os PMs do 23º BPM (Leblon) que abordaram o carro que atropelou Rafael Mascarenhas, 18 anos, filho da atriz Cissa Guimarães, não sabiam naquele instante do acidente no Túnel Acústico, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro, segundo nota divulgada nesta quarta-feira pela assessoria de imprensa da Polícia Militar. Eles teriam realizado revista no motorista, na rua Padre Leonel Franca, a 7 quilômetros do túnel, que, de acordo com eles, não aparentava nervosismo. Também em um horário de baixa luminosidade não identificaram no carro Siena preto qualquer indício de crime. Segundo a assessoria, o condutor apresentou os documentos e, como estava dentro da normalidade, foi liberado em seguida.

Rafael Mascarenhas morreu após ser atropelado na madrugada de terça-feira (20) enquanto andava de skate com alguns amigos no Túnel Acústico. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado para o Hospital Miguel Couto, no mesmo bairro, mas não resistiu aos ferimentos. A pista do estava interditada para manutenção, mas mesmo assim dois carros passaram pelo local. 

Ainda de acordo com a nota, assim que os policiais tomaram conhecimento do crime no interior do túnel, isolaram o local para a perícia. Ali eles encontraram a placa do veículo que atropelou e matou Rafael. Todas as informações foram passadas para a Polícia Civil.

Nesta terça-feira a titular da 15º DP (Gávea), Bárbara Lomba, afirmou que iria apurar por que os policiais militares teriam apenas escoltado o carro até a saída do Túnel Acústico sem encaminhar os ocupantes até a delegacia. Câmeras da CET-Rio mostram a viatura acompanhando o Siena que atropelou Rafael até o lado de fora do túnel. 

Perícia em automóvel

Agentes da 15ª realizarão ainda hoje uma perícia no carro de Rafael de Souza Bussamra, que confessou ter atropelado e matado Rafael. Os investigadores pretendem apurar as contradições entre os depoimentos dos policiais militares que abordaram o carro na saída do túnel e o motorista. O corpo do jovem está sendo velado no cemitério do Caju, na zona norte do Rio de Janeiro. Bussamra disse em depoimento que avisou os agentes sobre o acidente e que foi orientado por eles a se dirigir a uma delegacia.

Para a Polícia Civil, caso seja comprovado que Bussamra realmente disse a verdade aos PMs, os agentes cometeram crime militar. No entanto, eles não serão autuados porque devem responder a Inquérito Policial Militar (IPM) na Corregedoria da PM.

* Com informações da Agência Estado

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