Leandro Vidal Martino, de 34 anos, tem quadro de insuficiência renal. Outros três pescadores também estão internados

O pescador Gilney contou que o grupo bebeu água do radiador do barco e urina gelada
Agência O Globo
O pescador Gilney contou que o grupo bebeu água do radiador do barco e urina gelada
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira (4) que piorou o estado de saúde de Leandro Vidal Martino, de 34 anos, um dos seis pescadores que estavam na embarcação Wiltamar 3, que ficou mais de 20 dias à deriva em alto-mar.

O grupo, que saiu de Cabo Frio, na Região dos Lagos, no litoral fluminense, foi resgatado no último dia 27, no litoral de Santa Catarina.

Internado com insuficiência renal, Leandro está no CTI (Centro de Terapia Intensiva) do hospital Salgado Filho, no Méier, na zona norte da capital. Seu estado de saúde inspira cuidados e não há previsão de alta.

Outros três pescadores também permanecem internados mas, assim como Leandro, não têm previsão de alta.

Zenildo de Oliveira Pacheco, de 31 anos, está no Hospital Miguel Couto, no Leblon, na zona sul. O estado dele é bom. Gilney da Silva, de 56, permanece no Salgado Filho, no Méier. Ele apresentou melhoras e permanece em observação.

Já José Cláudio da Conceição, de 36 anos, que está no Hospital Souza Aguiar, no centro, tem quadro estável.

Durante os dias em que ficaram à deriva, os pescadores contaram que tiveram que beber água do radiador da embarcação, além de urina gelada.

O comerciante Pedro Gílson Dantas Araújo, de 50 anos, um dos donos do barco em que o grupo estava, disse que os pescadores pensaram em cometer suicídio.

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