PF prende 12 pessoas em operação contra crimes previdenciários

Entre os detidos está uma inspetora da Polícia Civil, da delegacia de Bangu

iG Rio de Janeiro |

Doze pessoas foram presas na operação deflagrada na manhã desta terça-feira pela Polícia Federal para desarticular uma quadrilha que fraudava benefícios do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), no Rio de Janeiro. Entre os detidos estão uma inspetora da Polícia Civil, lotada na 34ª DP (Bangu), um funcionário do Banco do Brasil, outro da Caixa Econômica Federal e um servidor da prefeitura do município de Araruama, na Região dos Lagos do Estado do Rio.

De acordo com a PF, o grupo criminoso atuava desde o final da década de 90 e teria causado um prejuízo de aproximadamente 1 milhão de reais aos cofres da Previdência Social. As investigações apontam que o esquema era realizado em uma funerária localizada em Araruama. Documentos públicos eram falsificados, criando segurados fictícios e relações de dependência econômica inexistentes.

Os envolvidos na fraude sacavam benefícios previdenciários e assistenciais após a morte de um segurado do INSS que não havia deixado dependentes econômicos ou, então, inventavam dados de falecidos. Segundo a PF, a quadrilha também efetuava empréstimos consignados nos benefícios fraudados, com medo de que as irregularidades fossem descobertas e os vencimentos financeiros chegassem ao fim.

No esquema, o principal articulador da fraude usava suas quatro namoradas para ampliar os pagamentos ilegais de pensões. Na casa delas, os agentes apreenderam boa parte de documentos falsos usados pela quadrilha. Já a inspetora da Polícia Civil presa contribuía orientando o grupo para não chamar a atenção das autoridades policiais.

A investigação foi coordenada por aproximadamente seis meses pela Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários (DELEPREV), com o apoio da Assessoria de Pesquisa Estratégica do INSS. No total, foram expedidos 13 mandados de prisão temporária e 24 de busca e apreensão. Cerca de 100 policiais participaram da ação. Os presos irão responder pelos crimes de estelionato, inserção de dados falsos em sistemas de informação e formação de quadrilha.

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