PF prende 12 jovens em ação contra tráfico internacional de drogas

Quadrilha trazia drogas da Holanda e vendia em festas no Brasil

Flávia Salme, iG Rio de Janeiro |

Doze jovens de classe média foram presos em uma operação realizada nesta quinta-feira (9) pela Polícia Federal para desarticular uma quadrilha de tráfico internacional de drogas . Entre os detidos, estão 11 brasileiros e um holandês.

De acordo com o titular da Divisão de Repressão a Entorpecentes da PF, João Luiz Caetano de Araújo, as investigações apontam que os integrantes do grupo criminoso enviavam cocaína para a Holanda através de “mulas”, apelido dado às pessoas que são usadas no transporte de drogas.

Esses membros, ao retornarem ao Brasil, traziam com eles drogas sintéticas, como comprimidos de ecstasy, vendidos em festas por valores que variavam de R$ 15 a R$ 20, a unidade.

Entre os presos está Antônio Carlos de Andrade, conhecido como Tom. Ele é apontado como um dos organizadores do esquema de tráfico e foi detido na Barra da Tijuca, bairro de classe média alta do Rio. Já o holandês envolvido no esquema, identificado como Alexander Aronson, vulgo Gringo, foi preso em fevereiro deste ano. Na ocasião, ele estava hospedado em um hotel em Botafogo, na zona sul do Rio, e acabou sendo detido enquanto caminhava pelas ruas do bairro.

Do total de 12 prisões, seis foram feitas no Rio (RJ), três em Florianópolis (SC), duas em Fortaleza (CE) e uma em São Paulo (SP). Durante a operação “Open Air”, os policiais federais também prenderam outras duas pessoas que estavam com integrantes da quadrilha e portavam 200 gramas de maconha e uma quantidade não especificada de cocaína.

Investigações

Segundo Araújo, a polícia ainda não sabe há quanto tempo a quadrilha traficava no Brasil. As investigações tiveram início há nove meses depois que dois brasileiros apontados como “mulas” foram presos no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, na zona norte do Rio, tentando levar cocaína para Europa.

As investigações apontam que, embora o destino final da droga fosse a Holanda, membros da quadrilha também tinham passagens por aeroportos de Portugal, Espanha, Bélgica, França e Áustria. “É uma quadrilha bem organizada e estruturada. Pegamos toda a cadeia, desde fornecedores a varejistas, passando por ‘mulas’ e negociadores”, disse o delegado.

Os presos no Rio vão passar o dia prestando depoimento. Como a Superintendência Regional de Polícia Federal no Rio não possui carceragem, eles deverão ser levados no início da noite desta quinta-feira para um presídio estadual após passarem por exame de corpo de delito.

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