Pedida prisão preventiva de policiais que liberaram motorista

Decisão caberá à Auditoria da Justiça Militar. Policiais estão detidos administrativamente por 72 horas

iG Rio de Janeiro |

A Corregedoria da Polícia Militar pediu a prisão preventiva dos dois policiais que teriam liberado o motorista que atropelou o músico Rafael Mascarenhas, de 18 anos, filho da atriz Cissa Guimarães. O sargento Marcelo Leal Martins e o cabo Marcelo Bigon estão presos administrativamente, por no máximo 72 horas, no 23º BPM (Leblon). Bigon se apresentou no sábado (24) e Martins no domingo (25). O Comandante Geral da PM, Coronel Mário Sérgio Duarte, determinou a prisão administrativa depois que o pai do atropelador, Roberto Bussamra, afirmou que pagou R$1 mil para que os policiais liberassem o filho logo após o acidente.

Hoje a corregedoria da corporação se reuniu com a Justiça Militar e com o Ministério Público Estadual para oficializar o pedido de prisão preventiva. Segundo a assessoria da PM, a decisão de decretar a prisão dos policiais caberá à titular da Auditoria da Justiça Militar do Estado, a juíza Ana Paula Barros. No sábado, o juiz Alberto Fraga, do Tribunal de Justiça, havia negado um primeiro pedido de prisão preventiva informando que não havia indícios e provas para embasar a custódia tutelar.

Motorista presta depoimento

O motorista Rafael Bussamra, que atropelou e matou o músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, chegou por volta das 10h20 desta segunda-feira à 15ª (Gávea) para prestar novo depoimento. Bussamra atingiu Rafael na madrugada de terça-feira (20) na pista sentido Gávea do Túnel Acústico, que estava interditada para manutenção. Acompanhado do seu advogado, Spencer Levy, Bussamra não quis falar com a imprensa.

No depoimento de Bussamra, a polícia pretende colher informações sobre a suposta propina que PMs teriam cobrado do pai do atropelador para que liberassem o carro amassado que atingiu Rafael Mascarenhas. Os agentes teriam recebido R$1 mil, mas, segundo o pai de Bussamra, teriam pedido inicialmente R$10 mil. Ele disse ainda que desistiu de entregar o restante do dinheiro quando soube, por um telefonema de sua mulher, que a vítima era filho da atriz e que havia morrido.

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