Pedida prisão de procuradora acusada de maus-tratos

Ministério Público do Rio pede à Justiça prisão preventiva de mulher suspeita de agredir menina de 2 anos sob a sua guarda

iG São Paulo |

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro informou hoje que encaminhou à Justiça o pedido de prisão preventiva da procuradora aposentada Vera Lúcia Sant'Anna Gomes, de 57 anos, suspeita de agredir uma menina de 2 anos que estava provisoriamente sob sua guarda.

O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) irá analisar o pedido. No dia 29 de abril, a procuradora foi indiciada pela Polícia Civil pelo crime de tortura qualificada.

A menina passaria nesta terça-feira por uma avaliação psicológica para ser estimulada a falar sobre o que aconteceu no mês em que ela esteve no apartamento da procuradora, em Ipanema, na zona sul da cidade. Devido ao estado emocional da criança, o atendimento foi suspenso 10 minutos após ter começado. O psicólogo Gilberto Fernandes, da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), informou que a criança chorou muito e "não quis contato". Segundo Fernandes, o relatório feito anteriormente por uma psicóloga do juizado que avaliou a criança poderá ser usado caso atenda as necessidades da investigação.

Laudo do Instituto Médico Legal (IML) aponta que a criança foi vítima de maus-tratos. Ex-funcionárias de Vera Lúcia denunciaram o caso à polícia.

A denúncia

De acordo com a denúncia, “assim que a menina chegou à residência da denunciada, passou a ser alvo diário de incontáveis atos de violência, que ocorriam várias vezes ao dia, tudo sempre presenciado pelos empregados da casa”.

Segundo uma das empregadas que denunciaram a procuradora aposentada, a criança foi submetida a toda sorte de perversidades, como apanhar, ser xingada e ficar reclusa em um quarto, dia e noite.

“Apesar das notícias de que a menor era criança pacata e tranquila, a denunciada passou a tratá-la exclusivamente de forma violenta, pelo simples prazer de fazê-la sofrer, submetendo-a a toda sorte de atos agressivos, mas, preferencialmente, os direcionava ao rosto da menina, ferindo seus olhos e boca e causando-lhe sangramentos. Através destas ações cruéis, degradantes e desumanas, gerava na criança dor, tormento, angústia, temor, insegurança e sentimento de rejeição”, escreveram os promotores na denúncia.

Os promotores explicam que o pedido de prisão preventiva se justifica devido à revolta social causada pelos fatos descritos, demandando, assim, que se restaure a ordem pública. Além disso, há nos autos referência à guarda irregular de outro menor deixado aos cuidados da denunciada por seus pais biológicos e por eles retomado justamente em razão de maus tratos e agressões por ela perpetrados.

*Com informações da Agência Estado

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