Pastor e missionária são denunciados por abuso sexual de sete meninas no RJ

Suspeito está preso e missionária foragida. Caso ocorreu em Volta Redonda, no Sul do Estado, entre 2006 e este ano

iG Rio de Janeiro |

A Justiça do Rio de Janeiro acatou denúncia do Ministério Público contra um pastor evangélico e uma missionária por estupro contra sete meninas no município de Volta Redonda, no Sul Fluminense. O pastor já está preso e a missionária foragida.

Segundo a denúncia apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Volta Redonda, entre 2006 e o início de fevereiro deste ano, Reginaldo Sena dos Santos, de 59 anos, aproveitando-se de sua condição de pastor, e a pretexto de lecionar aulas de música e religião para crianças e adolescentes do sexo feminino, no interior de sua residência, praticou atos libidinosos diversos da conjunção carnal , com cinco meninas, atualmente com idades entre 9 e 15 anos, mediante grave ameaça, contando com a auxílio da missionária Maria de Fátima Costa da Silva, de 58

Entre as ameaças feitas às duas irmãs pelo pastor, segundo a Promotoria, consta que ele afirmou “que um anjo poderia usar sua espada e deixá-las cegas”, assim como ocorreu com a mãe delas, cega de um olho”. Os abusos sexuais só foram descobertos após denúncia anônima informando que o pastor oferecia em troca doces, dinheiro, material escolar, entre outros bens.

De acordo com o Ministério Público, as vítimas eram mantidas na residência sob vigilância e autoridade do pastor. Já Maria de Fátima, segundo a denúncia, agia na qualidade de missionária da igreja, obtendo autorização dos pais das crianças para levá-las à residência do pastor sob pretexto de que lá teriam aulas de religião e música. Além disso, ela dava banho e “preparava” as crianças para serem abusadas pelo pastor.

A Promotoria de Justiça ressalta na acusação que as vítimas contaram que constantemente o denunciado lhes ministrava injeções e comprimidos, para diminuir sua capacidade de resistência.

A pena prevista para o crime de estupro de vulnerável é de reclusão de oito a 15 anos, que poderá ser aumentada de quarta parte, pelo concurso de duas ou mais pessoas; e de metade, por ter o autor autoridade por qualquer título sobre a vítima.

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