Passeata lembra os 18 anos da chacina da Candelária

Em junho de 1993 oito menores foram assassinados num crime que abalou o País; vítimas do atirador de Realengo participaram

iG Rio de Janeiro |

Caminhada realizada na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, lembrou os 18 anos da chacina da Candelária , na tarde desta sexta-feira (22). Em julho de 1993 oito menores de rua foram assassinados enquanto dormiam em frente à igreja.

Antes de realizar o evento, batizado " Caminhada em Defesa da Vida, Candelária nunca mais !", representantes de diferentes entidades de defesa dos diretos de crianças e adolescentes participaram de uma vigília na Igreja da Candelária, em homenagem às vítimas da chacina.

Pais e alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira, onde 12 crianças foram assassinadas por um atirador , em Realengo, acompanharam a caminhada.

Quase duas décadas após a chacina os motivos que teriam resultado no crime ainda não foram desvendados. Duas hipóteses cercam o episódio: a de que os jovens e adolescente teriam sido mortos por assaltarem a mãe de um policial ou a de que os menores foram vítimas de um grupo de expermínio formado por PMs que queriam pôr fim à presença de menores no local, já que ele incomodariam os comerciantes.

Os manifestantes seguiram até a Cinelândia e o trânsito chegou a ficar complicado na Avenida Rio Branco.

A chacina da Candelária ganhou ainda mais repercussão depois que Sandro Barbosa do Nascimento, sobrevivente dos ataques na noite do dia 23 e julho, protagonizou o sequestro a um ônibus da linha 174 , que terminou com a morte de uma professora de 20 anos. Sandro foi ferido por PMs que atuavam no episódio e acabou morto antes de chegar ao hospital. A história foi retratada no documentário "Ônibus 174", de José Padilha.

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