Passageiros dizem que só polícia atirou em sequestro de ônibus com cinco feridos

Reféns que estavam no coletivo dizem que tiros foram de fora para dentro e que assaltantes não revidaram

Flavia Salme, iG Rio de Janeiro |

Passageiros que estavam no ônibus da Viação Jurema sequestrado na noite desta terça-feira na avenida Presidente Vargas, uma das ruas mais movimentadas do centro do Rio de Janeiro, disseram que os bandidos não atiraram e que os tiros foram dados pelos policiais. Cinco pessoas ficaram feridas.

Segundo a delegada Gisele Rosemberg, ouvida pelo iG , todos os passageiros foram categóricos ao afirmar que nenhum tiro foi dado de dentro do ônibus. Ela ressaltou que as vítimas informaram que os disparos tinham os pneus do ônibus como alvo e disse que a perícia é quem vai determinar quais as circunstâncias do tiroteio.

Flávia Salme
A passageira Mara dos Santos afirmou que os tiros vieram de fora do ônibus
“Os assaltantes não atiraram de jeito nenhum, minha filha. Os tiros vieram todos do lado de fora. Foi aterrorizante”, afirmou a camelô Mara dos Santos, que trabalha no camelódromo da Uruguaiana e estava no ônibus, que faz o trajeto do centro da cidade a Duque de Caxias, na baixada fluminense. Ela deixou a delegacia amparada pelo marido e pelo filho e dizendo que estava passando muito mal.

A informação de que os tiros foram dados por policiais foi corroborada por outros passageiros.
Josuel Messias, que foi ferido e ficou com uma bala alojada na perna esquerda, confirmou a versão ao deixar o hospital Souza Aguiar.

"Eu estava meio desligado, mas ouvi quando os caras anunciaram o assalto. Houve uma negociação rápida com a polícia e aí começaram os tiros de fora para dentro. Não vi nenhuma reação dos bandidos", disse Josuel antes de entrar na viatura que o levou para prestar depoimento na 6ª DP.

Outra passageira do ônibus, Cátia Andrade, também afirmou que nenhum bandido revidou os tiros da polícia. Ela salientou que teve a impressão de que a PM atirou na intenção de parar o veículo, sem mirar o interior do ônibus. Ela conta que quando os tiros começaram, os passageiros se abaixaram no chão.

Colaborou Ana Cora Lima, especial para o iG

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