Passageiro obrigado a guiar ônibus disse que fugiu pela janela

Hélio Gomes da Motta disse que, enquanto dirigia, o coletivo era alvejado por PMs

Flávia Salme, iG Rio de Janeiro |

Flávia Salme/iG
Passageiro contou ao iG drama vivido dentro de ônibus sequestrado
Obrigado pelos criminosos a dirigir o ônibus da viação Jurema que foi sequestrado na noite desta terça-feira (9) na avenida Presidente Vargas, no centro do Rio de Janeiro, o passageiro Hélio Gomes da Motta Júnior, de 30 anos, disse que conseguiu se salvar pulando da janela do coletivo após o veículo ser totalmente cercado pela PM.

Hélio contou que entrou no ônibus pouco depois dos bandidos. Ele contou que a confusão começou quando o motorista parou o veículo em frente da Universidade Estácio de Sá e um policial entrou no coletivo para verificar o que ocorria.

Neste momento, os criminosos gritaram "perdeu, perdeu","isso é um assalto". Eles tomaram a arma do PM, que desceu do veículo. Assustado, o motorista abandonou o volante e saiu do ônibus. Logo em seguida, conta Hélio, um dos bandidos desceu com um refém e os policiais passaram a perseguí-lo.

O veículo ficou parado em frente da universidade. Sem motorista, os criminosos questionaram os passageiros sobre quem sabia dirigir. Hélio disse que sabia mas nunca havia dirigido um ônibus e acabou sendo o escolhido.

Hélio afirmou que assumiu a direção do ônibus mas levantou as mãos na tentativa de avisar aos PMs que não era um dos criminosos. Ele afirmou que, enquanto guiava o coletivo, os policiais fizeram vários disparos contra o veículo.

"Os bandidos disseram que queriam que os levassem até a avenida Brasil. Pensei que se fizesse isso iria me salvar e também os outros passageiros já que havia uma mulher ferida", disse.

Ele afirmou que um dos bandidos estava muito nervoso e disse que havia tirado o pino da granada e todo mundo iria morrer. Contou também que um comparsa, mais calmo, afirmou que era evangélico e que ningué morreria.

Hélio disse que, após furar dois bloqueios da PM, não tinha mais condições de permanecer na direção. Assim que parou o ônibus e viu o coletivo cercado pelos policiais, pulou a janela. Prestador de serviço da Petrobras, Hélio é casado e tem uma filha.

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