Pai de Joanna Cardoso é preso no Rio

Juiz ainda analisa pedido de prisão da madrasta

iG Rio de Janeiro |

Agência O Globo
Joanna Cardoso, em foto tirada pelo celular da mãe
O juiz do 3º Tribunal do Júri da Capital, Guilherme Schilling Pollo Duarte, decretou há pouco a prisão preventiva do técnico judiciário André Rodrigues Marins, pai da menina Joanna, morta em agosto deste ano após apresentar um quadro de meningite, que fora agravada por maus-tratos.

O magistrado recebeu, no início da noite desta segunda-feira (25), a denúncia do Ministério Público feita contra Marins  e Vanessa Maia Furtado - acusados de tortura e homicídio qualificado por meio cruel, em sua forma ofensiva.

Marins foi preso no próprio Fórum e levado para a DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima). Ele deverá ser transferido ainda nesta noite para o presídio Bangu 8 - local onde ficam os detentos com curso superior.

O juiz ainda analisa o pedido de prisáo da madrasta, mas a polícia acredita que ela deva responder em liberdade.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, "os acusados submeteram a criança a intenso sofrimento, mediante emprego de violência física e psicológica, como forma de aplicar-lhe castigo pessoal ou medida de caráter preventivo, e a mantiveram, pelo menos na primeira quinzena do mês de julho, dentro de casa com as mãos e pés amarrados".

A menina, que teria sido deixada por horas e dias deitada no chão suja de fezes e urina e teria sido vítima de queimaduras.

Para a decisão, o juiz levou em conta os exames cadavérico e de corpo de delito feitos pelo IML (Instituto Médico Legal) que apontavam os maus-tratos, além do testemunho da empregada Gedires Magalhães de Freitas, que viu a menina deitada no chão, amarrada com fita crepe nos pés e mãos e suja.

Briga pela guarda

Joanna morreu aos cinco anos de idade, no dia 13 de agosto, após ficar cerca de dois meses internada no Hospital Amiu, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. Ela ficou em coma e tinha hematomas pelo corpo, além de marcas de aparentes queimaduras nas nádegas.

Quando deu entrada na unidade de saúde, a criança estava sob a responsabilidade do pai. André Rodrigues Marins disputava a guarda da menina, desde o seu nascimento, com a mãe dela, a médica Cristiane Cardoso Marcenal Ferraz.

André conseguiu a autorização da Justiça pela guarda de Joanna após um processo em que alegava que a ex-mulher o impedia de ver a filha. Joanna deveria ficar com o pai por 90 dias, pois teria sido vítima por parte da mãe de alienação parental – quando um dos genitores difama o outro para o filho após a separação.

Em entrevista ao iG, no dia em que a criança morreu, a mãe de Joanna afirmou que a Justiça também foi responsável pela morte de sua filha. “O João Hélio foi morto porque um bandido o arrastou pelas ruas, a Isabella Nardoni porque o pai e a madrasta eram psicopatas, mas a minha filha foi morta pela Justiça que entregou a Joanna ao André que já tinha histórico de agressão”.

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